PR: Donos de parque de diversão prestam depoimento sobre morte de adolescente
Quatro funcionários foram presos pelo crime, mas laudos
Cidades|Do R7, com Rede Record

Dois donos do parque de diversão em que a adolescente Tayná da Silva, de 14 anos, foi encontrada morta em Colombo, região metropolitana de Curitiba (PR), prestaram depoimento nesta quinta-feira (11). Eles não quiseram falar com a imprensa, mas o advogado dos envolvidos afirmou que eles não tinham conhecimento que o crime seria praticado ou tiveram qualquer participação.
O delegado que assumiu as novas investigações, Silvan Pereira, falou nesta quinta-feira e disse acreditar que mais pessoas possam estar envolvidas na morte da adolescente, mas que não duvida da participação dos funcionários presos. Ele afirmou que os donos foram ouvidos apenas para esclarecimentos e ainda não são apontados por nada.
Quatro funcionários foram presos e confessaram o estupro e morta da garota. No entanto, O advogado dos suspeitos, Roberto Rolim de Moura, realizou a denúncia e informou que os clientes só confessaram o crime porque foram torturados. O sêmen encontrado nas roupas da adolescente não é dos suspeitos presos. A informação foi confirmada pela Secretária de Segurança Pública do Paraná, o que favorece a tese da defesa de que os envolvidos não são culpados.
Uma comissão da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) confirmou que os quatro homens presos apanharam. O grupo realizou uma visita aos envolvidos na última quarta-feira (10) para exame de corpo delito.
A reviravolta no caso pode ter aberto uma crise dentro da Polícia Civil paranaense. O caso passou para o Ministério Público e a Corregedoria da Polícia vai investigar o vazamento de informações sobre os testes.
Será investigado quem cometeu o estupro contra a adolescente e se os funcionários tiveram realmente alguma participação no crime, além da denúncia de tortura. O advogado de defesa entrou com um pedido de habeas corpus nesta quarta-feira (10), mas o documento ainda não foi avaliado.
Em entrevista coletiva realizada nesta terça-feira (9), na Secretaria de Estado de Segurança, o chefe de divisão de Polícia Metropolitana da Polícia Civil do Paraná, Agenor Salgado Filho, disse que não cabe mais à polícia fazer análises.
— Não cabe mais à polícia fazer qualquer tipo de análise e chegar a qualquer conclusão, pois esses fatos agora são atribuição do Ministério Público e devemos respeitar.
O médico legista Alexandre Antônio Gebran preferiu a cautela.
— Foi pedido segredo de Justiça e, enquanto todos os trâmites não estiverem prontos, não vamos concluir. Não temos nada de concreto. Tenho exames falsos, positivos, outros novamente falsos, outros positivos e, então, nesse momento só falaremos quando tivermos algo nas mãos.
Segundo a polícia, a garota desapareceu no dia 25 de junho. Familiares contaram que ela saiu de casa para visitar uma amiga. Ela foi até a casa da colega e, quando saiu, mandou uma mensagem por celular para a mãe avisando que estava voltando. Depois disso, não foi mais vista.
Os suspeitos foram presos na noite do dia 27, depois que testemunhas relataram que viram Tayná passando em frente ao parque. Eles confessaram que a estupraram e enterraram o corpo no terreno do parque. O corpo foi achado em um matagal que fica na frente do estabelecimento.
Revoltados, moradores destruíram o parque. Eles queimaram todos os brinquedos e um caminhão que estava estacionado. A direção não se pronunciou sobre o caso.















