Presos libertam refém e familiares, mas rebelião continua em Aracaju
Três agentes continuam em poder dos detentos e 118 pessoas continuam detidas em local
Cidades|com Rede Record e AFP
Ospresos rebelados no Compajaf(Complexo Penitenciário Advogado Jacinto Filho), em Sergipe, libertaram alguns reféns e um agente penitenciário, por volta das 12h20, segundo a SSP-SE (Secretaria de Segurança Pública do Estado). De acordo com secretaria, três agentes penitenciários continuam reféns e 118 familiares continuam impedidos de sair do local. O motim começou neste sábado (17) durante o horário de visitas dos familiares. O número de reféns chegou a 120 pessoas e quatro carcereiros.
As negociações são lideradas por um capitão da Polícia Militar e contam ainda com um juiz e representantes da Comissão Estadual dos Direitos Humanos, informou Sandra Melo, que representa a Reviver, a empresa privada que coadministra o presídio com governo do estado de Sergipe
A rebelião aconteceu no sábado em um dos quatro pavilhões do presídio, com 123 detentos. As negociações foram interrompidas na noite de sábado e retomadas na manhã de domingo.
Conforme a Secretaria de Segurança Pública, as negociações para o fim da rebelião foram retomadas hoje às 8h e estão sendo lideradas pela Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania, que cuida do sistema prisional de Sergipe, com o apoio da SSP-SE.
A expectativa das autoridades é conseguir encerrar a rebelião ainda neste domingo.
O Comandante Geral da Polícia Militar de Sergipe, Mauricio Iunes, disse que não considera que os parentes sejam reféns porque os presidiários não os ameaçam.
— Os parentes não são considerados reféns, apesar de que serem impedidos sair da unidade. Na realidade são potenciais reféns porque muitos podem estar ali para proteger os presos. Também não achamos que os presidiários vão ferir suas próprias famílias.
Por outro lado, "os agentes penitenciários são considerados reféns porque estão sendo ameaçados", acrescentou. A polícia negociou durante todo o sábado com os reclusos, mas estes se negaram a depor as armas e a libertar as pessoas.
Detentos de um presídio de segurança máxima de Sergipe negociavam neste domingo com a polícia a libertação de mais de 120 reféns, quase todos familiares de prisioneiros, e permitiram a saída de um guarda.
"Estamos avançando. Já libertaram um guarda, restam três, além dos 118 familiares. Continuamos negociando a libertação dos familiares. Esperamos que isto se resolva durante o dia", afirmou à AFP a advogada Sandra Melo, porta-voz do Complexo Penitenciário Advogado Jacinto Filho (Compajaf), na cidade de Aracaju.















