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Protestos contra a Copa do Mundo tomam ruas de pelo menos oito capitais

Em São Paulo e Brasília, houve confronto entre manifestantes e policiais militares

Cidades|Do R7, com Agência Brasil e Agência Estado

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Policiais militares e manifestantes se enfrentaram em São Paulo
Policiais militares e manifestantes se enfrentaram em São Paulo

Diversos protestos contra a Copa do Mundo tomaram as ruas de pelo menos oito capitais do Brasil, na quinta-feira (15). Em São Paulo e Brasília, os manifestantes entraram em confronto com a Polícia Militar. Houve feridos e depredação a estabelecimentos comerciais. Em Fortaleza, ocorreram 17 prisões. Já em Salvador e Porto Alegre, poucas pessoas participaram dos protestos por conta do tempo chuvoso.

Cerca de 1.200 pessoas protestaram contra a Copa do Mundo na capital paulista. Os manifestantes se concentraram na altura da praça do Ciclista e desceram a rua da Consolação. Por volta das 19h, o grupo entrou em confronto com a Polícia Militar, que chegou a usar bombas de efeito moral e tiros de borracha. Alguns manifestantes fizeram fogueiras na via e depredaram fachadas de lojas e bancos. Sete pessoas foram presas e duas ficaram feridas.


Com o tempo chuvoso, poucas pessoas atenderam ao chamado para protestar em Salvador. Até o início da noite, havia poucas pessoas concentradas nos dois pontos marcados para a concentração, ambos no centro da capital baiana: as praças da Piedade e do Campo Grande. O grupo aumentou após as 18h, mas não passou de cerca de cem manifestantes.

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A chuva também atrapalhou o protesto convocado pelo Bloco de Luta pelo Transporte Público, que levou menos de cem pessoas às ruas de Porto Alegre no início desta noite. Por volta das 19h, não chovia tanto, mas não havia manifestantes se dirigindo às ruas centrais da cidade. O grupo que já estava na Esquina Democrática, ponto de encontro, se abrigou sob as marquises dos prédios e depois foi para a rua batucar, exibir faixas e gritar palavras de ordem a favor de uma greve geral e contra a Copa do Mundo.

Cassetetes e gás de pimenta foram usados pela Polícia Militar em Brasília, para tentar conter cerca de 300 manifestantes que bloqueavam a entrada do edifício sede da Terracap. O grupo formado por integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) reivindicava moradia popular em áreas com infraestrutura e protestava contra os altos gastos da Copa do Mundo. Os manifestantes acusaram os policiais de violência. A PM, no entanto, afirmou que a ação foi necessária para evitar a invasão do prédio.


Em Fortaleza, 17 manifestantes foram detidos e liberados após revista feita pela Polícia Militar durante um protesto. Nas mochilas, os policiais apreenderam estilingues e bombas caseiras. Por volta das 16h, houve confronto entre manifestantes — em sua maioria estudantes — e policiais. Após a intervenção policial, muitos manifestantes buscaram refúgio dentro do IFCE (Instituto Federal do Ceará), ponto inicial do protesto. O grupo voltou a se reunir na avenida 13 de Maio, onde foram montadas barricadas.

Cerca de 2.000 pessoas, segundo a Polícia Militar, tomaram algumas das principais vias do centro de Belo Horizonte no início da noite. Além de integrantes de grupos como Tarifa Zero, Fora Lacerda, Assembleia Horizontal Popular e Central Sindical Popular, o ato foi engrossado por servidores de várias áreas da prefeitura e da educação de Contagem, na região metropolitana da capital, que estão em greve, e trabalhadores da rede estadual de educação, que também decidiram parar as atividades e prometem cruzar os braços a partir do próximo dia 21. Segundo a PM, não houve registro de problemas no protesto.


A avenida Presidente Vargas, no centro do Rio de Janeiro, foi o ponto de encontro entre diferentes passeatas no fim desta quinta-feira. Professores, que decidiram manter a greve nas escolas estaduais e municipais do Rio, e um grupo de opositores à Copa do Mundo no Brasil se uniram perto da Central do Brasil. Rodoviários, que não concordam com o reajuste proposto pelos patrões, também ocuparam um trecho da Presidente Vargas. A manifestação transcorreu de forma pacífica, mas o trânsito ficou confuso.

Com a greve dos policiais militares pernambucanos, que foi encerrada à noite, a manifestação marcada em Camaragibe, região metropolitana de Recife, teve adesão menor que a esperada pelos organizadores. Segundo o Comitê Popular da Copa, até as famílias desapropriadas ficaram com medo de ir para a manifestação por conta do clima tenso na cidade. Cerca de 300 pessoas participaram do protesto, entre elas famílias afetadas pelas obras da Copa do Mundo, grupos em defesa do transporte público, feministas e integrantes do comitê.

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