Recife: manifestantes voltam a acampar no Cais Estelita
Grupo voltou ao local após reintegração de posse terminar de forma violente na terça-feira
Cidades|Do R7

Depois de retirados pela Política Militar em uma reintegração de posse criticada pelo uso da força na última terça-feira (17) ativistas contrários ao projeto Novo Recife começaram a reconstruir o acampamento ao lado de fora do Cais Estelita, na rua, próximo à área onde o consórcio de empreiteiras pretende construir um condomínio com 12 torres de até 40 andares. Eles prometem resistir e já têm programação cultural para a semana.
De acordo com os integrantes do movimento #OcupeEstelita, 35 manifestantes saíram feridos dos conflitos que marcaram a reintegração. Todos fizeram exame de corpo de delito por terem sofrido ferimentos leves. Representantes de organizações sociais estiveram no local manifestando apoio ao movimento e repudiando o uso da força pelo governo do Estado na reintegração. Centro Dom Helder Câmara de Estudos de Ação Social, Fórum Pernambucano de Comunicação, Fórum de Estudos de Reforma Urbana, SOS Corpo e Plebiscito Popular foram alguns deles.
A advogada do movimento disse em entrevista que, por terem sido surpreendidos com a reintegração enquanto participavam de negociações mediadas pela Prefeitura do Recife, há a partir de agora uma desconfiança em relação ao poder publico.
— A nossa negociação está em crise.
O novo acampamento tem cerca de 50 pessoas.
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A área do Cais Estelita, com 101 mil metros quadrados, pertencia à União e foi adquirida em leilão pelo consórcio de empreiteiras Queiroz Galvão, Moura Dubeux, ARA Empreendimentos e LG Empreendimentos. Qualquer obra de demolição e construção está sob embargo judicial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, pois a área é tombada pelo órgão. O projeto do consórcio representa um investimento de R$ 800 milhões.










