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Região Sudeste concentra maior parte dos catadores do País

Rio tem maior quantidade de alfabetizados; renda tinha média de R$ 629,89

Cidades|Do R7

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Em São Paulo, 79.770 disseram que trabalham como catadores
Em São Paulo, 79.770 disseram que trabalham como catadores HÉLVIO ROMERO

A região Sudeste do Brasil concentra a maior parte dos catadores do País. É o que aponta a pesquisa Situação Social das Catadoras e dos Catadores de Material Reciclável e Reutilizável, divulgada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) nesta sexta-feira (20). Segundo os dados, a região tem 116.417 pessoas desse universo, o que representa 41,6% do total.

Segundo o estudo, em seguida, vem a região Nordeste do País, com 116.528 catadores, seguido pela região Sul com 58.928. A região Centro-Oeste tem 29.359 catadores e, por último, 21.678.


Dentro da região Sudeste, o Estado de São Paulo possui o maior contingente da região, com 79.770 trabalhadores, praticamente a mesma quantidade da soma dos outros três estados da região. Em Minas Gerais são 36.571 catadores, 8.838 no Espirito Santo e 36.238 no Rio.

Segundo a pesquisa, quase a totalidade dos que trabalham com coleta no Sudeste moram em regiões urbanizadas: 96,2%. Os dados do Censo Demográfico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que a renda média em 2010, segundo os próprios trabalhadores, era de R$ 571,56 (na época o salário mínimo da época era de R$ 510). 


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Ao analisar os dados, a região Sudeste mostra-se com valores acima da média nacional, com R$ 629,89. Ao verificar os valores médios para os Estados do Sudeste, vê-se que todos apresentaram renda média superior ao valor do salário mínimo. O menor valor foi verificado em Minas Gerais, R$ 569,78, e o maior no Rio de Janeiro, R$ 653,15.


Idade

Enquanto a média de idade entre as pessoas que declararam exercer a atividade de coleta e reciclagem no Brasil é de 39,4 anos, na região Sudeste essa média varia pouco e é de 40,6 anos.


Nos Estados, aproximadamente 3% do total ainda não atingiu a idade adulta, e 25% encontra-se entre 18 e 29 anos. A população de catadoras e catadores acima de 60 anos na região está próxima de 7%.

Sexo

O sexo masculino é predominante entre as pessoas que exercem a atividade de coleta e reciclagem de resíduos sólido em todas as regiões do País. Os homens representam 68,9% do total, contra 31,1% das mulheres.

De acordo com a pesquisa, essa diferença pode ser menor, porem alguns fatores sociológicos podem explicar essa discrepância. Como, por exemplo, muitas mulheres que realizam a coleta, podem se identificar como domésticas ou trabalhadoras do lar como principal trabalho.

Segundo o Ipea, as mulheres se destacam mais em Minas Gerais, onde representam 39%, e, por outro lado, aparecem menos no Rio de Janeiro, com 21,8%.

Cor

Os dados mostram ainda que a participação de negras e negros entre as pessoas que trabalham com a coleta e reciclagem de resíduos sólidos no Brasil é de 66,1%. Ou seja, duas em cada três pessoas que exercem essa atividade são negros.

Segundo a pesquisa, dados do Censo Demográfico de 2010, o total de negras e negros representam 52,0% da população brasileira, então, pode-se notar que o percentual dessa parcela da população na atividade é superior ao de negros na população brasileira total.

No Sudeste, esse percentual é o segundo menor, chegando a 63%, abaixo apenas do Sul (41,6%). São Paulo é o Estado com o percentual mais baixo da região, 54,1%. Já o Espírito Santo apresenta o maior percentual, com 75,4%.

Estudo

Considerado ainda um grande problema sociail Brasil, o analfabetismo chegava a 9,4% da população, segundo o Censo de 2010. Entre as catadoras e os catadores, esse percentual atingiu 20,5%.

A região Sudeste possui a menor taxa de analfabetismo entre as catadoras e os catadores no País, 13,4%. Enquanto isso, o analfabetismo entre toda a população da região é de 5,4%. Todos os quatro Estados apresentam taxa abaixo da média nacional entre esse grupo. O Rio de Janeiro tem a menor taxa de analfabetismo, 10,2%, e Minas Gerais a maior, 16,2%.

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