Cidades Relembre outros massacres ocorridos em escolas no Brasil

Relembre outros massacres ocorridos em escolas no Brasil

Em Realengo, 12 estudantes foram assassinados a tiros; na creche em Janaúba (MG), dez crianças e três professoras morreram queimadas

Atentado

O atentado atiros a uma escola em Suzano, na Grande São Paulo, que deixou ao menos cinco crianças e uma funcionária mortos faz o Brasil relembrar nesta quarta-feira (13) outros casos semelhantes ocorridos dentro de instituições de ensino e que também deixaram dezenas de vítimas. 

Massacre de Realengo

Massacre de Realengo foi o maior dentro de uma escola no Brasil

Massacre de Realengo foi o maior dentro de uma escola no Brasil

Tasso Marcelo/Estadão Conteúdo - 7.4.2011

Passava das 8h da manhã do dia 7 de abril de 2011, quando um ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro (RJ), invadiu a instituição de ensino e abriu fogo contra crianças e adolescentes. Doze estudantes com idades entre 13 e 15 anos morreram.

O autor dos disparos, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, foi baleado por um policial na perna e cometeu suicídio em seguida. As investigações apontaram que Wellington sofreu bullying na escola. Antes do atentado, o jovem costumava fazer muitas pesquisas sobre terrorismo.

Massacre de Janaúba

Atentado em Janaúba chocou pela forma como o autor matou as vítimas

Atentado em Janaúba chocou pela forma como o autor matou as vítimas

Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo - 9.10.2017

Um crime em uma creche na pequena cidade de Janaúba, no norte de Minas Gerais, chocou o Brasil em 5 de outubro de 2017. O vigilante do Centro Municipal de Educação Infantil Gente Inocente ateou combustível e depois iniciou um incêndio em uma sala de aula.

Morreram dez crianças com idades entre 3 e 7 anos, além das três professoras. Damião Soares dos Santos, de 50 anos, também morreu. O número de feridos chegou a 37. A família disse que o vigilante apresentava problemas mentais depois que o pai morreu, três anos antes do atentado.

Colégio Goyases

Bullying teria motivado autor dos tiros no colégio Goyases

Bullying teria motivado autor dos tiros no colégio Goyases

Rogério Esteves/20.10/Photo Press/Folhapress

Quinze dias depois, um aluno de 14 anos do colégio Goyases, em Goiânia (GO), abriu fogo contra os colegas de sala. Ele usava uma pistola calibre 40 que era da mãe, uma policial militar.

Dois estudantes morreram e quatro ficaram feridos, incluindo uma menina que ficou paraplégica. O autor dos crimes alegou que sofria bullying na escola.

Outros casos

Um jovem de 17 anos matou a tiros duas colegas de sala dentro do colégio Sigma, em Salvador, em 2002. O jovem foi apreendido. As investigações apontaram que o rapaz havia se desentendido com as meninas por causa de uma gincana e prometeu se vingar delas.

Em Taiúva (SP), Edmar Aparecido Freitas, de 18 anos, invadiu a escola estadual Coronel Benedito Ortiz, onde havia estudado, e fez 15 disparos contra estudantes, em janeiro de 2003. Uma pessoa morreu e outras oito ficaram feridas. Um dos alunos ficou paraplégico. Edmar se matou logo após os crimes.