Rio Acre recua 40 centímetros nas últimas 35 horas
Cerca de 10,5 mil pessoas estão acomodadas em 26 abrigos públicos da cidade
Cidades|Da Agência Brasil

O nível do Rio Acre diminuiu 40 centímetros nas últimas 35 horas, o que pode ser um sinal de que a pior cheia da história de Rio Branco, capital do Acre, pode estar começando a diminuir. Segundo a Defesa Civil do estado, o nível do rio chegou a 18,4 metros. No entanto, de acordo com as medições feitas no início da manhã desta sexta-feira (6), o nível caiu para 18 metros. Até então, a maior cheia do rio havia sido registrada em 1997, quando atingiu 17, 66 metros.
Hoje há cerca de 10,5 mil pessoas — ou 2.964 famílias — acomodadas em 26 abrigos públicos da cidade. A Defesa Civil informou que cerca de 90 mil pessoas foram afetadas pelas enchentes, que atingiram mais de 900 ruas em 53 bairros da região (capital e arredores). Segundo a Defesa Civil, 24.713 prédios foram afetados. Áreas distantes da capital também foram prejudicadas, comprometendo a produção de 40 propriedades rurais. Só na agricultura familiar, o prejuízo estimado está em R$ 30 milhões, informou a Defesa Civil.
A fim de amenizar os problemas vividos pelos acrianos, o Ministério da Previdência Social publicou hoje portaria que autoriza o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) a pagar aos moradores de Brasileia e Rio Branco benefícios de prestação continuada previdenciária e assistencial (benefícios a idosos), enquanto perdurar a situação de calamidade pública. Conforme a portaria, o beneficiário poderá optar pelo recebimento do valor correspondente a uma renda mensal do benefício previdenciário ou assistencial a que tem direito.
O valor antecipado deverá ser ressarcido — sem juro e por meio de descontos da renda do benefício que ele já recebia — em até 36 parcelas mensais fixas, a partir do terceiro mês seguinte ao da antecipação. Para solicitar o empréstimo, basta ao beneficiário se identificar na própria rede ou correspondente bancário responsável pelo pagamento dos benefícios.
AC: animais de estimação ficam ilhados durante cheias
A maior cheia já registrada na história do rio Branco, no Acre, afeta milhares de pessoas e deixa um saldo de mortos também entre os animais. Segundo a Ong Patinha Carente, que trabalha no socorro dos bichos, muitos donos deixam os animais para trás pr...
A maior cheia já registrada na história do rio Branco, no Acre, afeta milhares de pessoas e deixa um saldo de mortos também entre os animais. Segundo a Ong Patinha Carente, que trabalha no socorro dos bichos, muitos donos deixam os animais para trás presos em coleiras ou dentro de casa, por isso acabam morrendo afogados



![A colaboradora da Ong Patinha Carente, Vanessa Facundes, disse que a equipe precisa alugar barcos para visitar as casas inundadas e tentar achar os animais abandonados.
— Encontramos muitos bichos mortos. Fazemos um apelo para que os donos não os abandonem. Sabemos que a situação é difícil, mas tudo isso vai passar. Não é justo com eles [animais]](https://newr7-r7-prod.web.arc-cdn.net/resizer/v2/ASRAAOBLDZMWLJPTCG7AVJJM2Y.jpg?auth=19f4ba24a2ba93ba65fb3d8119ebf415a22c0dcd3b9a6f82cafbbaa92a3fa1e1&width=1200&height=797)


























