Rodovias brasileiras ‘apresentam diversos problemas na geometria da via’, diz diretora da CNT
Estudo da Confederação Nacional dos Transportes revela que acidentes nas estradas deixaram mais de 8 mil mortos em 2025
Cidades|Do R7, com RECORD NEWS
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As condições precárias das estradas brasileiras representam um desafio significativo para a segurança dos motoristas. Em 2025, as rodovias registraram mais de 70 mil acidentes, deixando 6 mil mortos e 83 mil feridos.
Em entrevista ao Jornal da Record News, Fernanda Rezende, diretora-executiva da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), destaca que, além de manter o veículo em boas condições, é importante escolher rotas seguras para evitar acidentes.

Segundo a executiva, as estradas do Brasil “apresentam diversos problemas no pavimento, na sinalização e na geometria da via. Se você escolhe um caminho que você consegue fugir, por exemplo, de uma rodovia que não tem sinalização, isso minimiza o impacto de um possível acidente”.
Ainda assim, a tecnologia desempenha um papel essencial para minimizar esses riscos. “Qualquer controle, qualquer tecnologia que venha auxiliar o motorista, ela é bem-vinda”, diz Fernanda, ao recomendar que os motoristas consultem informações atualizadas antes de viajar para evitar trechos críticos com quedas de barreiras ou buracos.
Outro ponto abordado é o transporte seguro de cargas nos veículos. Exceder o peso permitido pode desestabilizar o carro, aumentando o risco de acidentes. Para ela, é necessário distribuir corretamente a carga no porta-malas e evitar objetos soltos dentro do veículo.
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A desigualdade entre estados também foi mencionada: regiões Sul e Sudeste têm melhores infraestruturas, enquanto Norte e Nordeste sofrem com gestões menos eficazes. “Infelizmente. existe essa desigualdade em relação às rodovias do país, e essa desigualdade está relacionada justamente a estados que possuem maior PIB, maior riqueza”, explica a diretora.
Fernanda também destaca que melhorias só ocorrerão por meio do investimento contínuo, tanto público quanto privado. “Hoje, esse investimento está um pouco maior, mas muito aquém da necessidade. Então, é importante que seja conciliado investimentos públicos com investimentos privados”, explica.
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