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RS: juiz diz que facções criminosas matam detentos, mas conseguem esconder assassinatos

Vítimas sofrem overdose de cocaína, mas óbito é associado à morte natural, por doença

Cidades|Do R7, com Jornal da Record

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Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA pediu melhorias nas condições do presídio devido às péssimas condições
Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA pediu melhorias nas condições do presídio devido às péssimas condições

O juiz responsável pelo presídio Central de Porto Alegre, Sidinei Brzuska, afirma: as facções provocam a morte de detentos rivais, mas conseguem esconder os assassinatos.

O método empregado pelas quadrilhas é sempre o mesmo. De acordo com a Justiça, a vítima recebe uma superoverdose de cocaína associada a sufocamento. Quando ela está agonizando ou já morta, os presos batem na galeria afirmando que o preso está passando mal. O detento chega ao pronto-socorro sem vida e o Estado trabalha com a informação que o óbito aconteceu por problema de saúde.


No presídio, ninguém é acusado de homicídio. Por isso, os dados da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul apontam que, desde 2011, nenhum detento foi assassinado no presídio Central de Porto Alegre.

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Em um dos recentes casos, um homem morreu de repente no local, em dezembro. Para o Estado, mais um caso de morte natural, já que, de acordo com o laudo médico, a causa foi atribuída a uma doença que a vítima tinha, apesar da família afirmar que o homem nunca sofreu do mal.

Assista ao vídeo: 

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