Saiba quem é R7, o brasileiro preso sob suspeita de ser o maior traficante de armas do PCC
Ricardo Picolotto estava foragido desde 2020 e teria abastecido ao menos duas facções criminosas brasileiras com armas e drogas
Cidades|Isabelle Amaral, do R7

Ricardo Luis Picolotto, conhecido como R7, é suspeito de ser um dos maiores traficantes de armas do PCC (Primeiro Comando da Capital).
O brasileiro foi preso no Paraguai na terça-feira (19), durante operação conjunta da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas), do Ministério Público do Paraguai e da Polícia Federal do Brasil.
Picolotto, nascido no Paraná, também traficaria armas e maconha para o Comando Vermelho. Na operação em que ele foi detido, nove pessoas morreram em confronto com as autoridades e outras nove foram presas, sendo dois brasileiros.
Segundo a Polícia Federal, Picolotto enviava as armas à Bolívia por avião. Depois, elas eram levadas de volta ao Brasil por via terrestre e chegavam às mãos de integrantes do PCC e do Comando Vermelho.
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Foragido desde fevereiro de 2020, R7 é investigado por tráfico de drogas e armas. A Senad acredita que ele seja sócio do narcotraficante Felipe Santiago Acosta Riveros, conhecido como Macho e suspeito de comandar um grupo criminoso extremamente violento inspirado em cartéis mexicanos.
Ele também era alvo da operação, mas conseguiu fugir.
"Macho ainda é acusado do assassinato de um policial e de promover ataques a tiros a delegacias, além de ter realizado operações de resgate de presos", informou a Polícia Federal.
Operação Ignis
A Operação Ignis terminou com ao menos dez pessoas presas nesta terça-feira (19). Picolotto, que era um dos principais alvos da ação, está entre os detidos.

Na ação, fuzis, munições e uma metralhadora capaz de derrubar aeronaves foram apreendidos. Os agentes também destruíram uma pista de pouso usada para o envio de armas ao Brasil.
Na casa onde Picolotto se escondia, os oficiais encontraram coletes à prova de balas, radiocomunicadores e documentos falsos.
"A ação foi feita em uma área rural na zona de Salto del Guairá, no Paraguai, próxima à fronteira brasileira, considerada sensível e de grande importância estratégica para a região, em razão do forte poder bélico do cartel desarticulado e da logística empregada para o tráfico internacional de drogas e armas", informou a Polícia Federal brasileira.
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O MPSP (Ministério Público de São Paulo) e a Polícia Militar realizaram, nesta terça-feira (12), a segunda fase da Operação Sharks contra operadores financeiros que atuavam em um esquema de lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital). No total, foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão em São Paulo e quatro na Bahia. Entre os itens apreendidos estão 35 relógios de luxo, avaliados em R$ 2 milhões



















