Cidades Sequestrador libera mãe que era feita refém havia mais de 17 horas e é preso em Belém

Sequestrador libera mãe que era feita refém havia mais de 17 horas e é preso em Belém

Polícia estava desde ontem (8) negociando com o homem. Ele libertou primeiro as crianças e deixou a mulher por último

  • Cidades | Do R7, com Record TV

Resumindo a Notícia
  • Mulher foi sequestrada com os filhos ao pedir uma corrida por aplicativo.

  • Crianças foram liberadas aos poucos, mas ela continuou com o sequestrador.

  • Polícia estava desde quarta-feira (8) na região para fazer as negociações.

  • Os familiares dele foram acionados para ajudar, e ele se entregou no início desta tarde.

Mulher passou 17 horas sendo ameaçada

Mulher passou 17 horas sendo ameaçada

Reprodução/Record TV

Após mais de 17 horas, o sequestrador que havia feito uma família refém liberou a última vítima, a mãe, por volta das 12h desta quinta-feira (9).

A refém havia solicitado uma corrida por aplicativo com os três filhos na quarta-feira (8), em Belém, no Pará. No trajeto, Ian Carlos Barroso abordou as vítimas e entrou no veículo armado.

O motorista de aplicativo que conduzia o carro conseguiu fugir e acionar a polícia. Durante o início das negociações, os dois filhos mais velhos da mulher, de 7 e 8 anos, foram liberados, por volta das 23h de ontem, e restaram ela e a filha mais nova, de 3 anos.

Por volta das 9h50, Ian liberou a criança, mas a mãe continuou presa no veículo e sob ameaça, até o início da tarde de hoje, quando ele se entregou.

Pai dele chegou a pedir para entrar no lugar das vítimas

Durante as negociações, o pai do sequestrador solicitou aos policiais a oportunidade de se aproximar do filho e pedir: "Solta os dois que eu fico no lugar deles", revelou Antônio Carlos Barroso à reportagem da Record TV.

Sequestrador, identificado como Ian Carlos Barroso, foi detido

Sequestrador, identificado como Ian Carlos Barroso, foi detido

Reprodução/Record TV

Segundo ele, o filho "sempre foi trabalhador", mas há uns quatro anos surtou e chegou a morar um tempo na rua. "Passou um tempo, o Ian veio para casa, eu o abracei, mas depois ele surtou de novo", revelou o pai, com lágrimas.

"A polícia só quis levar a avó dele para conversar. Ele disse para ela que ia se entregar, mas já se passaram dez horas e nada. Eu queria ter a oportunidade de chegar mais perto, mas preciso ficar 30 metros longe, eles [a polícia] não me deixam passar", disse.

O pai de Ian ainda questionou os órgãos públicos por essa proibição e pede explicações. Antônio revelou, ainda, que o filho "não tem diagnóstico de doença mental".

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