Reportagem especial
Cidades Série de reportagens traça um raio-X da impunidade e mostra casos de assassinatos nunca resolvidos

Série de reportagens traça um raio-X da impunidade e mostra casos de assassinatos nunca resolvidos

R7 estreia especial Invisíveis, que revela a luta de familiares de vítimas por justiça

Série de reportagens traça um raio-x da impunidade e mostra casos de assassinatos nunca resolvidos

Familiares de vítimas lutam contra o esquecimento e batalham, por anos, em busca de justiça

Familiares de vítimas lutam contra o esquecimento e batalham, por anos, em busca de justiça

Daia Oliver/R7; Reprodução

Édson Rogério Santos, um gari negro de 29 anos, foi assassinado a tiros em 15 de maio de 2006, durante a onda de violência que atingiu o Estado de São Paulo no enfrentamento entre as forças de segurança e integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Édson Rogério não tinha relação com a guerra de policiais militares e civis contra criminosos.

Dias após o crime, Débora Silva Maria, mãe do gari, passou a lutar contra aquilo que sempre chamou de “a segunda morte” do filho: a impunidade dos assassinos de Édson Rogério e a invisibilidade do crime.

Resultado de rigoroso trabalho jornalístico de Alvaro Magalhães, Ana Cláudia Barros, Ana Ignacio, Daia Oliver (imagens), Mariana Queen Nwabasili, com produção de Vanessa Beltrão e feito sob a supervisão de Érica Saboya e Gustavo Heidrich, a série de reportagens especiais “Invisíveis” joga luz sobre as histórias de outros brasileiros que, assim como Débora Silva, fundadora do grupo Mães de Maio, tentam transformar a dor da perda em força para lutar por justiça. 

Clique e acesse o site com todas as reportagens e vídeos do especial Invisíveis

Assim como outros personagens desta série, Débora se recusa o tempo todo a aceitar a letargia do Estado brasileiro para fazer com que a justiça seja um direito de todos, não apenas dos cidadãos com bons advogados, bancados por expressivas contas bancárias. Não há como discordar: no Brasil, a justiça chega de um jeito para os ricos e de outro, bem diferente, para os pobres. 

Um diagnóstico feito pelo CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) serve como referência para tentarmos entender como a Justiça ainda tropeça na ineficiência em nosso País e como reportagens especiais como estas ainda são imprescindíveis para o avanço na discussão do tema.

Segundo levantamento do Conselho Nacional do Ministério Público, 100 mil inquéritos policiais abertos para investigar homicídios dolosos (intencionais) ocorridos até o final de 2009 ainda não foram finalizados. 

Ao se deparar com o raio-X da impunidade frente ao mais devastador dos crimes, de resultado irremediável, a atuação dos repórteres do R7 cumpre a função social jornalística de dar visibilidade e dar voz a quem não tem acesso à justiça plena, um dos mais básicos dos direitos humanos.

A evidente ineficiência da Justiça brasileira é acentuada, muitas vezes, pela estrutura precária da Polícia Civil, instituição com dever legal de investigar os homicídios e de fornecer elementos probatórios para uma possível punição dos culpados.

A qualidade das provas colhidas pelos policiais civis durante a apuração do inquérito policial tem reflexo direto no que o Ministério Público poderá denunciar à Justiça e, no caso de um julgamento no Tribunal do Júri, influenciar na decisão dos sete jurados pela condenação ou absolvição do réu. É uma cadeia de procedimentos que levará a um resultado justo, e não uma esfera isolada. Hoje a realidade é que, quanto mais se avança no processo, menos certeza se tem de justiça. 

As reportagens que você lerá trazem a luta humana por direitos, incansável e dolorosa, enquanto esmiúça os meandros de inquéritos, perícias, depoimentos e diligências por conta própria em investigações à deriva. 

Esta série de reportagens nasce com o anseio de, no futuro, não ter razão de existir.

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