Servidores públicos de Maringá são suspeitos de corrupção durante a pandemia, diz PF
Fraudes em licitação podem ter gerado um prejuízo de R$ 1,7 milhão aos cofres públicos
Cidades|Do R7, em Brasília

Dois servidores públicos de Maringá (PR) são os principais alvos da segunda fase da operação Cold Meal, que visa investigar desvios de verbas públicas durante a pandemia de Covid-19. Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início após uma denúncia anônima, que relatava um possível desvio de verbas públicas por meio de fraudes em licitações realizadas pela prefeitura da cidade, totalizando R$ 1,7 milhão.
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Na primeira fase, foram localizados diversos elementos que corroboram a ocorrência de fraudes em licitações em Maringá e região, não se restringindo ao período da pandemia. “Foram encontrados indícios de que empresários, em conluio, simulavam concorrências, combinavam preços e lotes, e participavam de licitações já com direcionamento de vencedores, além de aumento nos preços dos produtos”, afirmou a corporação.
Além disso, outro método utilizado, segundo a PF, foi a emissão de notas fiscais fraudulentas para induzir ao reequilíbrio de preços dos contratos, aumentando, assim, os valores obtidos. Os suspeitos estão sendo investigados por crimes como frustração do caráter competitivo das licitações, constituição de organização criminosa, lavagem de dinheiro, entre outros crimes correlatos.













