Cidades Sinalização de rodovias avança apesar da falta de recursos, diz CNT

Sinalização de rodovias avança apesar da falta de recursos, diz CNT

De acordo com estudo, há diversos trechos de rodovias com condições inadequadas de sinalização, o que ocasionaria em maior risco de acidentes

  • Cidades | Do R7

Entre início de programa e ano de 2019, houve melhora de 17,8% na avaliação

Entre início de programa e ano de 2019, houve melhora de 17,8% na avaliação

Luis Lima Jr /Fotoarena/Folhapress - 09.10.2020

A CNT (Confederação Nacional do Transporte) publicou nesta terça-feira (24) o estudo “Transporte Rodoviário – Sinalização”, que caracteriza a sinalização das rodovias brasileiras e destaca as suas condições e os aspectos de padronização.

A pesquisa indica que a avaliação geral da sinalização nas rodovias públicas federais obteve nítidos avanços. Entre o início do programa de sinalização BR-Legal e o ano de 2019, houve uma melhora de 17,8% (de 39,7% a 57,5%) na avaliação positiva nos trechos com intervenções do programa.

De acordo com o estudo, porém, há diversos trechos de rodovias com condições inadequadas de sinalização, o que ocasionaria, portanto, em maior risco de acidentes.

“Reconhecemos que, nos últimos anos, houve avanços com o BR-Legal, mas ainda há muito o que fazer. Precisamos de mais investimentos, mais fiscalização e projetos e contratos mais bem estruturados para que nossas rodovias tenham seus níveis de qualidade aprimorados”, disse o presidente da CNT, Vander Costa.

Investimentos ainda são insuficientes

Ainda segundo o estudo, os valores investidos no programa BR-Legal representam apenas 63% do montante previsto.

Relatórios da pesquisa a partir de auditorias do TCU (Tribunal de Contas da União) e da CGU (Controladoria-Geral da União) apontam que, em diversos casos, não houve a contratação de empresas para realizar serviços de supervisão e gerenciamento do programa. Além disso, ainda faltam equipamentos e pessoal para os serviços de fiscalização.

O estudo indica ainda que houve atrasos na elaboração e entrega de projetos básicos e executivos, o que ocasionou o atraso no início dos serviços de sinalização, além da falta de priorização na execução de trechos críticos das rodovias, onde acidentes são mais comuns.

Veja o estudo na íntegra neste link.

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