Taxa de assassinatos cresce 7,8% no Brasil em 2012
Informação faz parte da 7ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública
Cidades|Do R7
A taxa de homicídios dolosos (com intenção de matar) no Brasil cresceu 7,8% na comparação entre 2011 e 2012, segundo informação da 7ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os dados preliminares foram divulgados nesta segunda-feira (4).
De acordo com o estudo, o índice passou de 22,5 mortes por grupo de 100 mil habitantes para 24,3. No total, o País registrou 47.136 ocorrências do crime.
Alagoas permanece no topo do ranking. Em 2012, registrou 58,2 mortes por grupo de 100 mil habitantes, segundo a pesquisa, que identificou uma “melhora expressiva” no combate a esse tipo de delito no Estado. Comparada a 2011, a taxa diminuiu 21,9%. Em números absolutos, significa dizer que a quantidade de mortes foi de 2.342, em 2011, para 1.843, em 2012.
O Anuário mostrou também que o Espírito Santo foi o que mais reduziu o índice de assassinatos. A queda foi de 33% em relação a 2011, quando o Estado apresentava a terceira pior taxa de homicídios do País (41,1 mortes por grupo de 100 mil habitantes). Em 2012, ela passou a ser de 27,5 casos.
Segundo a pesquisa, o maior avanço na taxa de assassinatos foi observado no Amapá. Pulou de 3,4 morte por grupo de 100 mil habitantes, em 2011, para 9,9 em 2012 — crescimento de 193,9%.
O estudo ressaltou que o Estado se encontra no grupo quatro da avaliação, o que sinaliza que seus dados são pouco confiáveis e que não utiliza o Sinesp (Sistema Nacional de Estatísticas em Segurança Pública) corretamente.
Já tomando como referência os integrantes do grupo um (com alta qualidade de informações e preenchimento do Sinesp com dados adequados), o Pará foi o Estado em que o número de casos de homicídios dolosos mais cresceu: passou de 14,7 por grupo de 100 mil habitantes, em 2011, para 42,2, em 2012. Um salto de 186,6%.
Casos de estupro superam os de homicídios dolosos no País em 2012
Amapá (9,9), Santa Catarina (11,3), São Paulo (11,5), Roraima (13,2), Mato Grosso do Sul (14,9), Piauí (15,2) e Rio Grande do Sul (18,4) foram os que apresentaram as menores estatísticas de assassinatos. O Anuário destaca, entretanto, que Santa Catarina, Roraima e Piauí estão no grupo dois (que reúne os estados que preencheram adequadamente o Sinesp, mas que não têm informações confiáveis).
Os números apresentados no estudo sobre ocorrências criminais foram obtidos com base em fontes, como o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e o Sistema Nacional de Estatísticas em Segurança Pública e Justiça Criminal, gerido pela Senasp do Ministério da Justiça.











