Tecnologia de dados será cada vez mais utilizada na investigação de crimes, diz especialista
Flávio D’urso analisa operação da PF que chegou a organização criminosa graças a um backup de nuvem
Cidades|Do R7, com RECORD NEWS
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A Polícia Federal conseguiu chegar à organização criminosa alvo da operação Narco Fluxo — pela qual foram presos os MCs Poze do Rodo e Ryan SP nesta quarta-feira (15) — graças ao backup de uma nuvem de dados. Foram encontrados extratos, comprovantes, contratos e documentos financeiros no serviço de armazenamento sincronizado a partir de uma única conta. A ação contra o grupo suspeito de lavar mais de R$ 1,6 bilhão resultou em 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária.
Em entrevista ao Conexão Record News, o especialista em crimes digitais Flávio D’urso explica que o acesso foi possível com uma quebra de criptografia do serviço de nuvem. “Há casos específicos em que você pode ativar essa criptografia de ponta a ponta, em que só você ou o destinatário têm [acesso], mas geralmente a criptografia quando você manda algo para a nuvem não é de ponta a ponta”, pontua.

Nesses casos, ele diz que uma ordem judicial pode obrigar a plataforma a ceder as informações. Já diante de uma criptografia mais sofisticada, é necessário utilizar programas específicos com o aparelho físico em mãos — o que a PF também tem capacidade para fazer.
D’urso aponta que esse tipo de ação se tornará cada vez mais relevante na investigação de crimes. “É interessante quando há uma grande operação da polícia, seja da Polícia Civil ou da Polícia Federal, você vê entre os objetos que são apreendidos computadores, celulares e mídias de armazenamento, HDs, etc. Porque ali tem tudo que, ou quase tudo que é necessário para uma investigação e também para uma ação penal.”
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