‘Tem que ser discutido’, diz especialista sobre base de dados de celulares roubados
Rodrigo Costa alerta para riscos de extorsão e defende medidas que acelerem o bloqueio e o rastreamento de aparelhos
Cidades|Do R7, com RECORD NEWS
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O governo federal quer reforçar o combate ao roubo e furto de celulares com a criação de uma base de dados nacional que permite o monitoramento dos aparelhos em tempo real, agilizando a recuperação dos itens subtraídos. A proposta do Ministério da Justiça e Segurança Pública é reunir informações sobre roubo, localização, bloqueio e recuperação dos celulares.
Rodrigo Coxe, advogado especialista em direito digital e segurança cibernética, avalia o projeto como de extrema importância, especialmente diante do aumento de roubos em grandes metrópoles brasileiras. Ele também reitera que esse tipo de crime pode evoluir para extorsão na maioria dos casos.

“Um furto ou um roubo de um celular, ele acaba se tornando outro crime posteriormente. Uma extorsão, por exemplo, onde entram em contato e dizem: ‘Olha, eu tenho e vi aqui no seu aparelho informações sensíveis. Fotos, por exemplo, que certamente você não quer que elas sejam divulgadas. Então, vou te cobrar um valor para que você reaveja tanto o aparelho quanto essas informações’. É algo que tem que ser discutido, sim, porque isso afeta, impacta diretamente a vida de todos nós”, afirma.
Costa também reforça a importância de instalar o aplicativo Celular Seguro para prevenção em casos de roubo e furto de aparelhos eletrônicos. Ele ainda destaca a relevância de cadastrar um contato de segurança para realizar o bloqueio do equipamento.
“Chamar atenção para esse ponto, para a instalação desse aplicativo, é importante. [...] No momento em que ocorre, por exemplo, crime, furto, roubo do seu celular, você entra em contato com essa pessoa que está com esse direito sobre o seu telefone e diz: ‘Olha, fui vítima de um crime. Trava meu celular, bloqueia meu celular’, reporta o crime. Automaticamente, a informação vai para o celular, ele vai ser bloqueado e aí pode começar o rastreamento; pode ser dado início à coleta de informações para que seja instaurada uma investigação. Mas o mais importante: o criminoso deixa de ter acesso ao telefone”, explica.
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