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Veja o que diz a defesa dos suspeitos de envolvimento na morte do cão Orelha

Exposição dos adolescentes viola o ECA e incentiva linchamento virtual, segundo advogados

Cidades|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A defesa de dois adolescentes envolvidos na morte do cachorro Orelha pede cautela na divulgação de informações e imagens do caso.
  • Advogados afirmam que os jovens não aparecem em vídeos que supostamente mostram o incidente e alertam sobre a violação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
  • A Polí­cia Civil identificou pelo menos quatro suspeitos e reali­zou buscas, mas não houve detenções; celulares e notebooks foram apreendidos.
  • A defesa solicita que sejam respeitados os ritos legais para garantir um julgamento justo e pede responsabilidade na difusão de informações sobre o caso.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Polícia Civil diz que não há vídeo do momento da agressão, apesar de veiculação nas redes Reprodução/RECORD

A defesa de dois dos quatro adolescentes investigados pela morte do cachorro Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, pediu cautela e responsabilidade no compartilhamento de imagens e informações sobre o caso e disse que os dois jovens representados não aparecem nos vídeos que supostamente retratariam o episódio e que estão circulando nas redes sociais.

De acordo com os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, a exposição de menores de idade nas redes sociais viola o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e tem alimentado um “linchamento virtual” contra os jovens e suas famílias.


“Como informado durante coletiva da Polícia Civil, não há vídeo ou imagens que comprovem o momento do suposto ato de maus-tratos. Destaca-se que, em seu esclarecimento, a delegada do caso, Mardjoli Valcareggi, afirma que tal vídeo nunca existiu contrariando rumores de que ele havia sido apagado em um contexto de coação para eliminação de provas”, diz a defesa dos adolescentes.

Os advogados sustentam que os dois adolescentes não aparecem em um vídeo que mostra rapazes na Praia Brava. De acordo com as investigações, o cão Orelha teria sido agredido por um grupo de adolescentes.


O caso é investigado pela Polícia Civil e acompanhado pelo MP-SC (Ministério Público de Santa Catarina), por meio da 10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da Infância e Juventude, e da 32ª Promotoria de Justiça da Capital, da área do Meio Ambiente.

A Polícia Civil de Santa Catarina identificou ao menos quatro adolescentes suspeitos de ter agredido o animal de forma violenta com intuito de causar sua morte. Na segunda-feira (26), a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas dos suspeitos, mas ninguém foi detido. Celulares e notebooks foram apreendidos.


Segundo a defesa, o caso exige que se cumpram os ritos formais do processo pelas autoridades competentes, se analisem as evidências concretas, para que, então, sejam declarados e punidos os culpados.

“Em nome das famílias que enfrentam um verdadeiro linchamento virtual pela escalada do episódio, pedimos a cautela e a responsabilidade no compartilhamento de imagens e textos que não são condizentes com a realidade dos fatos. Por último, reiteramos a colaboração com as autoridades para que esse triste episódio seja rapidamente esclarecido”, dizem os advogados.

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