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Veja vídeo: homem ateia fogo em recepção de hospital no RS

Suspeito já foi identificado pela polícia e está foragido, de acordo com o delegado Juliano Stobbe. Pena prevê de três a cinco anos de prisão

Cidades|Plínio Aguiar, do R7

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Um homem ateou fogo no setor de emergência do Hospital Bruno Born, em Lajeado, no Rio Grande do Sul, por volta de 19h do último domingo (1°). Funcionários e pacientes necessitaram de observação médica e uso de oxigênio e monitoração, em razão da fumaça inalada.

De acordo com a nota publicada em rede social do hospital, o incidente "causou graves consequências tanto à instituição quanto a funcionários e pacientes, expondo-os a risco de vida". "Todos ainda estão muito abalados psicologicamente", informou o texto.


O incêndio provocou a destruição completa da sala de recepção da emergência, o que inviabilizou o atendimento por tempo indeterminado. O texto diz que houve a necessidade de adoção de medidas urgentes de contingência — o atendimento de novos pacientes foi direcionado para a UPA e hospitais próximos.

Comunicado Oficial O Hospital Bruno Born comunica a todos que, no final da tarde do dia 01/04/2018, sofreu um atentado nas dependências do Setor de Emergência, próximo às 19h. Esse evento causou graves consequências tanto à instituição quanto a funcionários e pacientes, expondo-os a risco de vida. Alguns funcionários e pacientes necessitaram de observação médica, uso de oxigênio e monitoração, em razão da fumaça inalada. Todos ainda estão muito abalados psicologicamente. Os danos materiais também foram significativos, havendo destruição completa da sala de recepção da Emergência, inviabilizando por completo o atendimento por tempo indeterminado, com prejuízo para toda a comunidade regional. Em função disso, houve necessidade de adoção de medidas urgentes de contingência, sendo que o atendimento de novos pacientes foi direcionado para a UPA e hospitais próximos. Cabe ao HBB esclarecer que o indivíduo responsável pelo atentado, acompanhava, junto com uma mulher, o atendimento de seu filho, no Setor de Emergência. O referido menor já havia recebido atendimento no mesmo dia na UPA e no HBB, sendo que naquele momento não se caracterizava como de urgência ou emergência. Minutos após o indivíduo retornou ao local portando um facão e uma garrafa pet de 2 litros contendo líquido combustível, que foi lançado sobre a recepção do Setor de Emergência, em direção a uma funcionária que estava em serviço e, após, ateou fogo, causando os danos descritos acima, além de inviabilizar o atendimento no setor. Todos os fatos encontram-se devidamente registrados pelas câmeras do sistema de vigilância interna do hospital, cujas imagens já foram entregues à Polícia Civil para apuração do crime, juntamente com a identificação do indivíduo responsável pelo ato. Hospital Bruno Born.

Posted by Hospital Bruno Born on Monday, April 2, 2018

Segundo informou o hospital, o filho do homem que ateou fogo tinha sido atendido por funcionários do hospital e, naquele momento, não caracterizava como de urgência ou emergência. Minutos depois, o suspeito retornou ao local portando um facão e uma garrafa plástica contendo líquido combustível, que foi lançado sobre a recepção, em direção a uma funcionária. Em seguida, ateou fogo.


Todos os fatos encontram-se devidamente registrados pelas câmeras do sistema de vigilância interna do hospital, cujas imagens já foram entregues à Polícia Civil para apuração do crime, juntamente com a identificação do indivíduo responsável pelo ato.

O suspeito já foi identificado pela polícia, de acordo com o delegado responsável pelo caso Juliano Stobbe. O agente informa que testemunhas corroboraram para a tese de que o homem estava no hospital durante um tempo, aguardando o atendimento, quando ficou enfurecido com a demora e ateou fogo na recepção do setor. "Mas não tem motivo algum, uma vez que não resolveu o problema dele, houve interdição do hospital, além de colocar pessoas que não tinham nada a ver com a situação em situação de perigo", disse.

Segundo Stobbe, o suspeito será enquadrado no crime de incêndio doloso, com aumento de pena de ser cometido em prédio e/ou acesso público. A lei prevê pena de três a seis anos. 

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