Vereadora que forjou próprio sequestro no PR se nega a prestar depoimento
Ana Maria Holleben foi detida por fraude, falsa comunicação de crime e formação de quadrilha
Cidades|Do R7

A vereadora de Ponta Grossa Ana Maria Holleben, do PT, se recusou a prestar depoimento na última quinta-feira (3). Suspeita de ter forjado o próprio sequestro, ela passou toda a tarde na delegacia.
Ela sumiu no final da tarde de terça-feira (1) e foi encontrada às 18h desta quarta-feira (2). A vereadora foi levada à Santa Casa de Ponta Grossa e posteriormente ao Hospital Regional. Em seguida, foi conduzida à delegacia.
Nas investigações, a polícia concluiu que o suposto sequestro foi armado por Ana Maria. O motivo seria político – ela teria desaparecido para não ter de participar da votação para a presidência da Câmara Municipal. Para a polícia, não há dúvidas de que ela forjou o próprio sequestro.
Vereadora que desapareceu forjou o próprio sequestro, diz polícia
Ela foi detida por fraude, falsa comunicação de crime e formação de quadrilha. O advogado da vereadora, Pablo Milamese, informou que vai solicitar um alvará de soltura para a vereadora.
Três envolvidos no crime, entre eles o motorista e um funcionário da vereadora, foram transferidos na última quinta-feira para a penitenciária de Ponta Grossa.
A polícia ainda não sabe se outros políticos estão envolvidos no esquema. Ana Maria compõe o bloco de oposição ao prefeito eleito Marcelo Rangel, do PPS. Ele venceu o primo da vereadora, o deputado Péricles de Mello, do PT.
Cancelada por conta do sumiço da vereadora, a eleição na Câmara foi realizada na tarde da última quinta-feira. Aliel Machado, do PCdoB, venceu a eleição. Ele tem 23 anos.
O novo presidente da Câmara diz que o caso será investigado pela casa e avaliou que Ana Maria foi a maior prejudicada no caso.










