Colômbia critica texto final da COP30 sem menção a petróleo: ‘Hipocrisia’
Gustavo Petro diz que país se opõe a declaração por não apresentar resposta aos combustíveis fósseis
COP30|Lis Cappi e Ana Isabel Mansur, do R7, enviadas especiais a Belém
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Após constranger o Brasil ao anunciar propostas para tornar a Amazônia colombiana live de petróleo, o presidente do país, Gustavo Petro, criticou a falta de resposta aos combustíveis fósseis na COP30.
Em publicação feita por redes sociais neste sábado (22), Petro disse que a falta de menções é “hipocrisia”, e que o país se opõe a uma declaração final que não revele a verdade científica ao mundo.
“A vida no planeta, incluindo a nossa, só é possível se abandonarmos o petróleo, o carvão e o gás natural como fontes de energia; a ciência já comprovou isso, e eu não sou cego à ciência”, afirmou Petro.
A publicação foi feita enquanto a última sessão da COP havia sido suspensa, por manifestações de países contra as decisões estabelecidas para adaptações climáticas. A Colômbia também fez parte dessas reivindicações.
Em defesa do debate, a Colômbia anunciou uma conferência paralela a ser feita no país no próximo mês de abril. O encontro é voltado para discutir o fim do uso de petróleo, gás e carvão.
O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, prometeu levar um Mapa do Caminho ligado aos combustíveis fósseis para esse encontro.
Colômbia e o fim do petróleo na Amazônia
O país latino tem sido um dos principais defensores ao fim do uso de combustíveis fósseis. Durante a COP30, a ministra do meio ambiente, Irene Vélez Torres, disse que a Colômbia será a primeira nação a tornar a Amazônia uma área livre da exploração de minério e petróleo.
Além disso, o país declarou que tornará todo o espaço de floresta uma reserva “de recursos renováveis”. A colocação da ministra se deu em tom de incentivo para que outros sete locais que integram a região amazônica avancem com a preservação da floresta.
A ministra também se colocou contra a versão final do texto. “A Colômbia não aceitará um texto que nega a ciência, impede o cumprimento da meta de 1,5°C [para conter o aquecimento global] e dá as costas para as comunidades e a vida”, disse.
O Brasil vai na contramão e tem sido cobrado sobre o assunto devido à autorização para a Petrobras explorar petróleo na Margem Equatorial.
No último dia 20 de outubro, O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) emitiu uma licença que autorizou a estatal a pesquisar a viabilidade de exploração de petróleo a 500 km da Foz do rio Amazonas, na divisa do Amapá com o estado do Pará.
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