‘A quem interessa o fim do BRB?’: presidente do banco pede ajuda a deputados
Em audiência na CLDF, Nelson Antônio de Souza defende projeto de ajuda à instituição e contesta cifras sobre rombo bilionário
Economia|Leonardo Meireles, do R7, em Brasília, e Yuri Achcar, da RECORD Brasília
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O presidente do BRB (Banco de Brasília), Nelson Antônio de Souza, compareceu à CLDF (Câmara Legislativa do Distrito Federal) nesta segunda-feira (2) para tratar da crise envolvendo a compra de carteiras do Banco Master e pedir apoio ao Projeto de Lei nº 2175/2026.
O banco está sob investigação após adquirir mais de R$ 12 bilhões em carteiras com indícios de fraude. A estimativa inicial aponta prejuízo mínimo de R$ 5 bilhões, valor definitivo previsto para março, com divulgação do balanço.
Em 2025, a Operação Compliance Zero levou ao afastamento do então presidente da instituição.
Ao falar aos distritais, Nelson reconheceu o impacto reputacional.
“Sabemos de irregularidades identificadas. Houve impacto reputacional. Isso é fato. As investigações seguem em curso”, afirmou.
Realidade técnica
Ele rebateu cifras divulgadas publicamente. “Precisamos separar manchete de realidade técnica. O BRB adquiriu cerca de R$ 12 bilhões em carteiras. Aproximadamente R$ 10 bilhões foram liquidados ou substituídos.”
Segundo o dirigente, auditoria forense conduzida por escritórios especializados compartilha informações com Polícia Federal, Banco Central e CVM.
Ele também destacou medidas adotadas para preservar a liquidez, como cessão de carteiras e captação interbancária: “Operações mantidas. Nenhum pagamento interrompido.”
Operações do banco junto ao público
De acordo com o presidente, o banco paga mais de 209 mil servidores públicos, operacionaliza 25 programas sociais e mantém o sistema de bilhetagem do transporte público.
Nelson afirmou que o PL 2175/2026 cria instrumentos legais para assegurar estabilidade financeira. “Não é cheque em branco. Não autoriza gasto automático. Garante instrumentos para sobrevivência com solidez.”
Caso o projeto não avance, o dirigente apontou risco de interrupção de transferências de renda, paralisação do transporte público e suspensão de linhas de crédito. “A quem interessa o fim do BRB? A mim, não. E acredito que aos senhores também não”, concluiu.
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