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Acordo Mercosul-UE deve ser aprovado no Congresso até o meio do ano, aposta economista

Senador Nelsinho Trad disse que parlamentares devem acelerar a tramitação da proposta e implementação no Brasil

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Câmara dos Deputados deve aprovar o acordo entre Mercosul e União Europeia até metade de 2026.
  • A proposta será levada diretamente ao plenário para acelerar sua tramitação.
  • O principal entrave à aprovação está na concorrência de produtos agrícolas brasileiros com os europeus.
  • Apesar das resistências, o apoio ao acordo é forte entre diversos países europeus, além da pressão da ApexBrasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Congresso Nacional avalia levar diretamente ao plenário o acordo entre Mercosul e União Europeia. Em entrevista exclusiva ao Portal R7, divulgada nesta quarta-feira (28), o presidente da comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad, do PSD do Mato Grosso do Sul, disse que o objetivo é acelerar a tramitação da proposta e destravar a implementação do tratado no Brasil.

Apesar de já ter sido oficialmente assinado por autoridades dos dois blocos econômicos, o acordo depende da aprovação dos parlamentos de cada país para entrar em vigor. Para o político, o texto deve ocupar o centro da agenda internacional deste ano.


Parlamentares podem agilizar votação do acordo nas duas Casas Reprodução/Record News

Para Rodrigo Simões, economista e professor da Faculdade do Comércio, apesar de algumas resistências de agricultores europeus, do lado brasileiro a aprovação do acordo deve se consolidar até o meio deste ano.

Ele pontua que outra frente será a pressão de parlamentares e da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) sobre líderes europeus para a aprovação em seus Congressos.


Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (28), o economista explica que o maior entrave para a implementação do tratado pelo lado europeu são os produtos do agro brasileiro, que apresentam qualidade superior e menor preço.

Desta forma, alguns agricultores poderiam sentir um maior peso em seus custos, como no caso francês em que produtores recebem subsídios do governo para suas produções e ainda teriam que competir com produtos abaixo de seus valores.


“Temos muito mais competitividade, nós temos qualidade dos produtos, nós temos preços mais baratos e isso de certa forma a gente acaba ganhando muito mais mercado do que as empresas europeias. Mas boa parte das empresas europeias e dos países querem sim um acordo porque eles ganham enviando produtos e materiais para nós e nós também ganhamos, seja importando, seja exportando”, comenta.

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O economista ainda destaca que esse é um dos fatores em que se diferenciam os acordos da Europa com o Mercosul e com a Índia, assinado nesta terça-feira (27), em que produtos agrícolas não são enviados pelo país asiático.


Porém, por se tratarem de uma base forte de eleitores, principalmente na França, Simões aponta que o presidente Emmanuel Macron, mesmo apoiando o acordo, deve ter cautela por questões políticas.

“O Macron também tem uma questão política no meio, ele tem que tentar entender, seja os eleitores, empresários, principalmente essa parte da agricultura e fazer o acordo avançar. O bom é que a diferença é o que está mais impedindo ali, mas a Alemanha, entre outros países, Itália, Portugal, todos estão ali de acordo, mas precisa dessas assinaturas”, completa.

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