Análise: Brasil precisa discutir mudanças no macro para sair de ‘limbo’ na economia
Miguel Daoud argumenta que diminuição na taxa Selic já não é suficiente, e defende debate amplo no Congresso
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
Apesar da diminuição da Selic para 14,75%, anunciada nesta quarta-feira (18), o Brasil continua em segundo lugar no ranking de maiores taxas de juros do mundo. Na análise do economista Miguel Daoud, “a gente está errando muito” ao não trazer uma discussão mais séria sobre a economia para a pauta das casas legislativas.
“Se o nosso Congresso não tem a capacidade de observar e discutir esse aspecto sobre o assunto macro, vai chegar uma hora que tudo que o Brasil tenta fazer esbarra na taxa de juros, porque a taxa de juros é importante para tudo”, pontua o especialista em entrevista ao Conexão Record News.
Daoud argumenta que, mais que uma redução de juros, são necessárias mudanças estruturais na política monetária. “Hoje, pode zerar essa taxa de juros, que a carga tributária, a inadimplência, você tem uma série de fatores que pouco vai alterar a taxa para os portais da economia. [...] Nós temos que discutir as mudanças no Brasil, porque se a gente não discutir, nós vamos simplesmente ficar no limbo das análises que não vão levar a lugar nenhum”, completa.
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