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Análise: em ano de tarifaço, superávit menor do que em 2024 ainda deve ser comemorado

Mesmo com desaceleração, valor foi o terceiro maior saldo positivo comercial anual desde o início da série histórica em 1989

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A balança comercial do Brasil encerrou 2025 com superávit menor que em 2024, mas foi o terceiro maior desde 1989.
  • As exportações superaram as importações em mais de US$ 68 bilhões, com uma queda de 7,9% em relação ao superávit do ano anterior.
  • A economista Carla Beni destaca a recuperação do Brasil mesmo com a tarifa americana e a busca por novos mercados.
  • Para 2026, há expectativas de resultados menos positivos devido a oscilações internacionais, mas a continuidade de superávites é possível.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A balança comercial teve recorde em dezembro, com o melhor resultado para o mês desde 1989, mas encerrou 2025 com superávit menor que em 2024. Mesmo assim, o valor foi o terceiro maior saldo positivo comercial anual desde o início da série histórica em 1989.

Os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços mostram que as exportações no ano passado superaram as importações em mais de US$ 68 bilhões (R$ 367 bilhões, em conversão direta), uma queda de 7,9% em relação ao superávit registrado em 2024.


Economista aponta que superávit em queda deve ser tendência neste ano Reprodução/ Record News

Apesar de números aparentemente ruins, o resultado é positivo em um ano que o país sofreu com o tarifaço americano e as projeções eram negativas, destaca Carla Beni, economista e professora da FGV (Fundação Getulio Vargas). Ela explica que, mesmo com o período das sobretaxas estadunidenses, o Brasil soube se recuperar e buscar novos mercados, algo positivo para o país no geral.

Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (7), a professora aposta que para o futuro ocorra uma continuidade do registro de superávites grandes, mas em ritmo de queda, como os vistos nos últimos anos. Ela ainda ressalta que, em um ano iniciado com grandes movimentações internacionais e o histórico de altos valores, é essencial manter a calma em relação aos indicadores do comércio.


“Para 2026 há alguma expectativa de um resultado não tão positivo no seguinte sentido, os patamares anteriores estão muito elevados e a gente também precisa colocar aqui um pouquinho, eu diria, ‘as barbas de molho’ porque esse ano começou com muitas oscilações internacionais”, finaliza.

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