Análise: situação dos combustíveis e transportes rodoviários ‘pode comprometer a economia’
Governo anunciou compensação para que estados zerem o ICMS e a fiscalização eletrônica dos fretes para tentar contornar crise dos combustíveis
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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O governo anunciou, nesta quarta-feira (18), duas medidas para tentar contornar a crise dos combustíveis. Uma compensação para que os estados zerem o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do diesel importado e a fiscalização eletrônica dos fretes para garantir preço mínimo no transporte de cargas.
A ideia é penalizar quem contrata frete com valor abaixo do mínimo definido em lei; o setor é monitorado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). De acordo com o Ministério dos Transportes e a agência reguladora, por mês, são emitidas 40 mil multas por descumprimento da tabela.

Depois de cortar a cobrança do PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), o governo propôs que os estados zerem o ICMS sobre a importação do combustível até 31 de maio, para amenizar o repasse aos consumidores.
“Nós somos um país do qual dependemos fortemente do transporte rodoviário. Então, mais de 65% da matriz de transporte de carga no país é por modo rodoviário. É uma situação que pode comprometer muito a economia de um modo geral”, alerta Marcus Quintella, diretor da FGV Transportes, em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (19).
Segundo ele, a situação depende de até que ponto o governo conseguirá intervir e como ficará definido o cenário internacional. “É muito importante a atuação do governo, a fiscalização, e não deixar que haja abusos, porque sempre nessas épocas abusos acontecem, mas tem coisas que são inevitáveis. [...] É uma situação que precisa ser monitorada o tempo todo e vai se adequando”, explica.
Quintella diz que o Brasil está evoluindo para alternativas de combustível, o que é importante, mas ainda não é uma situação que possa ser resolvida num curto espaço de tempo. Portanto, o país ainda vai depender muito do petróleo, da variação de preço e da paridade internacional.
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