Economia Aneel avalia elevar custo da bandeira vermelha na conta de luz

Aneel avalia elevar custo da bandeira vermelha na conta de luz

Uma proposta preliminar da área técnica da Aneel aponta para possível aumento de 10% na cobrança adicional

Reuters - Economia
Linhas de transmissão perto de Brasília

Linhas de transmissão perto de Brasília

Ueslei Marcelino/Reuters-29/08/2018

A diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) deve abrir na terça-feira (23) uma consulta pública para discutir proposta sobre os valores em 2021 das chamadas bandeiras tarifárias, que geram custos adicionais na conta de luz quando a oferta de energia no sistema é menor.

Criadas em 2015, as bandeiras passam a representar a cobrança de um valor extra para os consumidores quando saem do nível verde para o amarelo ou o vermelho, o que ocorre de acordo com as condições de geração de energia no país.

Uma proposta preliminar da área técnica da Aneel aponta para possível aumento de 10% na cobrança adicional associada à bandeira vermelha e de 21% para a bandeira vermelha nível 2, a última prevista pelo mecanismo tarifário, segundo documento visto pela Reuters.

Já a bandeira amarela teria redução de 26%, de acordo com a sugestão dos técnicos, que será levada para apreciação da diretoria da agência na terça-feira. Os diretores discutirão a possível abertura de uma consulta ao público sobre a proposta, segundo a pauta do regulador.

A Aneel atualiza anualmente os valores associados às bandeiras.

Atualmente, as tarifas estão no patamar amarelo-- que gera uma cobrança extra de 1,343 real para cada 100 quilowatts-hora consumidos (13,43 reais por MWh). Pela proposta da área técnica que será discutida pela Aneel, o valor mudaria para 0,996 real.

A bandeira vermelha 1, atualmente de 4,169 reais a cada 100 kwh, iria para 4,599 reais. O segundo nível da bandeira vermelha teria o maior aumento, de 6,243 reais para 7,571 reais, segundo nota técnica da Aneel.

A discussão sobre o valor das bandeiras na conta de luz para 2021 vem em momento em que a agência e especialistas já apontam para a possibilidade de elevação das tarifas de energia acima da inflação neste ano, mesmo após medidas recentes do governo que visaram aliviar reajustes no setor.

O tema chegou a entrar no radar do presidente Jair Bolsonaro, que disse a apoiadores no final de fevereiro que seu governo iria "meter o dedo" no setor elétrico, visto como "problema" devido à expectativa de aumento de custos.

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