Economia Após 4 meses seguidos de queda, confiança da indústria sobe

Após 4 meses seguidos de queda, confiança da indústria sobe

Índice apresentou alta de 0,7 ponto em maio ante abril, atingindo 104,2 pontos, informou a FGV nesta quinta-feira (27)

Índice de Confiança da Indústria recupera a queda do mês anterior e retorna ao patamar de março

Índice de Confiança da Indústria recupera a queda do mês anterior e retorna ao patamar de março

Washington Alves/Reuters - 20.05.2020

O ICI (Índice de Confiança da Indústria) apresentou alta de 0,7 ponto em maio na comparação com abril, atingindo 104,2 pontos, informou nesta quinta-feira (27) o FGV/Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas). Dessa forma, o indicador recupera a queda do mês anterior e retorna ao patamar de março, na série com ajuste sazonal.

O leve avanço após quatro meses seguidos de queda reflete a melhora das expectativas para os próximos meses, explica em nota a economista Claudia Perdigão, do FGV/Ibre. O IE (Índice de Expectativas) subiu 2,1 pontos, para 99, próximo ao nível neutro (100 pontos).

Dos indicadores que integram o IE, a maior contribuição partiu de produção prevista para os próximos três meses, que subiu 6,5 pontos e chegou a 93,1, uma recuperação de 42,8% da queda entre janeiro e abril. O emprego previsto para os próximos três meses e tendência dos negócios para os próximos seis meses variaram 0 1 e -0,6 ponto, respectivamente, para 101,5 e 102,3 pontos.

A percepção das empresas sobre a situação atual, porém, continua piorando em 12 dos 19 segmentos da pesquisa, e o Índice de Situação Atual (ISA) caiu 0,5 ponto, para 109,5. O resultado da pesquisa, diz Perdigão, relaciona os efeitos da desvalorização do real e da escassez de insumos.

"Contudo, o avanço da vacinação, embora lento, e a recuperação de economias externas, ampliando as exportações, são elementos que tendem a contribuir com a melhora das expectativas para o próximo semestre".

Dos dois componentes do ISA, ambos tiveram acomodação em maio. O nível dos estoques, que já havia cedido 4,9 pontos em abril, perdeu mais 0,3 ponto, para 113,0, e a situação corrente dos negócios teve avanço marginal de 0,3 ponto, para 107,6.

O Nuci (Nível de Utilização da Capacidade Instalada) subiu 1,6 ponto porcentual, para 77,8%, em patamar inferior a setembro de 2020 (78,2%).

O levantamento contou com informações de 1.082 empresas entre os dias 3 e 25 deste mês. A próxima divulgação da Sondagem da Indústria ocorrerá em 28 de junho.

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