Economia Após recorde pela manhã, Ibovespa fecha 1º pregão de 2021 em queda

Após recorde pela manhã, Ibovespa fecha 1º pregão de 2021 em queda

Índice de referência do mercado acionários brasileiro não conseguiu sustentar os 120 mil pontos

Reuters
Volume financeiro da sessão somou R$ 30 bilhões

Volume financeiro da sessão somou R$ 30 bilhões

Amanda Perobelli/Reuters - 25.07.2019

O Ibovespa fechou com uma queda discreta o primeiro pregão do ano, novamente sem conseguir se sustentar acima dos 120 mil pontos, que superou mais cedo ao bater recorde intradia, com o viés de baixa em Nova York enfraquecendo as compras.

Índice de referência do mercado acionários brasileiro, o Ibovespa terminou esta segunda-feira (4) com decréscimo de 0,14%, a 118.854,71 pontos, após bater 120.353,81 pontos no melhor momento. O volume financeiro da sessão somou R$ 30,3 bilhões.

O setor de mineração e siderurgia figurou mais uma vez na ponta positiva, com Vale avançando 4,46%, enquanto bancos contrabalançaram, com Itaú Unibanco PN caindo 2,26% e Bradesco PN recuando 2,65%.

A deterioração em Nova York, porém, mudou tudo. O Dow Jones e o S&P 500 chegaram a renovar máximas na abertura, mas receios sobre o desfecho das eleições na Geórgia esta semana abriram espaço para uma correção em Wall St.

O persistente crescimento de casos de coronavírus nos EUA também minou o apetite por risco, em um contexto de receios sobre novas medidas de restrição para frear a disseminação da doença e seus efeitos na recuperação das economias.

Na Europa, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou um novo lockdown nacional na Inglaterra por causa da covid-19. O estrategista Dan Kawa, da TAG Investimentos, também citou "posição técnica ruim" e os "valuations esticados" para explicar a queda nas bolsas. "Era tudo o que o mercado precisava para uma correção", afirmou no Twitter.

As perspectivas para 2021, porém, continuam favoráveis para a bolsa brasileira, com estrategistas do Itaú BBA apostando em um cenário mais favorável para os mercados emergentes.

Entre as motivações para tal prognósticos, Fabio Perina e equipe citam a recuperação econômica global, menores riscos de políticas econômicas nos EUA, onde o banco central tem viés estimulativo.

Últimas