‘As guerras do século 21 já não são só bélicas’, diz economista sobre escalada do petróleo
Março deve encerrar com uma valorização de 59% no preço do petróleo, a maior desde 1990
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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A guerra no Oriente Médio permanece com seus impactos diretos no preço do petróleo devido ao fechamento do estreito de Ormuz. Donald Trump afirmou que o Irã permitiu a passagem de 20 navios petroleiros pela rota marítima; no entanto, a ameaça de uma operação militar terrestre fez os preços do petróleo dispararem, atingindo US$ 116 (aproximadamente R$ 609, na cotação atual). Março deve encerrar com uma valorização de 59%, a maior desde 1990.
“As guerras do século 21 já não são só guerras bélicas [...] O Irã está usando as armas que tem; ele fecha o estreito de Ormuz porque sabe que tem um grande trunfo econômico que pode prejudicar e pressionar economicamente os Estados Unidos [...] Essa escalada do preço do petróleo acaba sendo relevante para a economia mundial, que vem lutando de forma geral para conter a inflação no mundo todo”, explicou o economista Hugo Garbe, em entrevista ao Hora News desta segunda (30).
O especialista ainda argumentou que o crescente aumento no preço do petróleo atinge diretamente a inflação em todos os seus níveis: “A pressão inflacionária continua chegando por meio do incremento da alta dos preços, ou seja, o petróleo acaba influenciando”, disse.
De acordo com o economista, em um cenário em que o preço do petróleo cresça continuamente, as consequências não serão nada boas. Os produtos finais ficam mais caros; consequentemente, as pessoas consomem menos e um déficit nas indústrias e empresas é gerado, levando ao aumento na taxa de desemprego.
“A gente não é 100% dependente do petróleo estrangeiro, diferente de alguns países que dependem exclusivamente da importação, o que seria péssimo para a gente [...] E o governo, o Banco Central e todas as agências de planejamento precisam fazer o que a gente chama de cenários de estresse. No pior cenário, teríamos uma escassez de combustível ou um racionamento [...] Mas, no atual, a gente trabalha com um cessar-fogo a um curto prazo, apelando para o bom senso de Donald Trump”, enfatizou o economista.
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