Logo R7.com
RecordPlus

Assembleia aprova venda de divisão de aviação comercial da Embraer para Boeing

Economia|Do R7

  • Google News

SÃO PAULO (Reuters) - A venda do controle da divisão de aviação comercial da Embraer para a Boeing foi aprovada nesta terça-feira por assembleia de acionistas da fabricante brasileira, que ficará com apenas 20 por cento de sua principal geradora de recursos.

A assembleia contou com participação de detentores de cerca de 67 por cento das ações em circulação da Embraer, das quais 96,8 por cento foram favoráveis ao negócio, informou a companhia brasileira.


Além da venda de 80 por cento da divisão de aviação comercial, o negócio inclui a formação de uma joint-venture para promoção e venda do cargueiro KC-390. Neste caso, a Embraer ficará com 51 por cento das ações da parceria para o cargueiro e a Boeing com o restante.

A assembleia só ocorreu no prazo marcado depois que a presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, Terezinha Cazerta, derrubou durante a madrugada liminar que impedia a realização da reunião dos acionistas. A liminar tinha sido pedida por sindicatos de metalúrgicos, que afirmam que o negócio representa uma ameaça aos interesses nacionais.


A operação também era questionada pela Associação Brasileira de Investidores (Abradin), que defendia que a transação deveria ter disparado uma oferta pública a todos os acionistas da Embraer.

Por volta de 11:25, as ações da Embraer subiam 2,99 por cento, a 19,98 reais, após terem tido as negociações suspensas momentaneamente em razão do fato relevante da Embraer. Antes de terem os negócios suspensos, os papéis mostravam valorização de 4,3 por cento, a 20,24 reais, perto da máxima da sessão, de 20,29 reais.


Em 2018, o papel acumulou valorização de 9 por cento. A Embraer anunciou oficialmente tratativas com a Boeing em meados do ano passado.

A transação avalia a divisão de aviação comercial da Embraer em 5,26 bilhões de dólares e contempla um valor de 4,2 bilhões de dólares pela participação de 80 por cento da Boeing.


Os negócios de defesa e jatos executivos e as operações de serviços da Embraer associados a esses produtos permanecerão como uma empresa independente e de capital aberto.

Em meados de janeiro, a Embraer informou que espera que suas receitas caiam em cerca de 50 por cento em 2020 diante da separação da divisão comercial do restante da empresa. A companhia também afirmou que espera reverter um fluxo de caixa negativo de 2018, com o efeito da entrada de recursos da Boeing e previu fluxo positivo de 1 bilhão de dólares com a conclusão da operação.

Com o acordo, os acionistas da Embraer receberão cerca de 35 por cento dos recursos da Boeing.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.