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Associação dos Cafés Especiais: tarifa a 40% ‘tende a intensificar queda de exportações’

Setor não foi contemplado com a exclusão integral das tarifas de 50% aplicadas pelos EUA

Economia|Do R7, com Estadão Conteúdo

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Cafés especiais continuam taxados com 40% Marcello Casal Jr/ Agência Brasil-Arquivo

A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) afirmou neste sábado (15) que a manutenção da tarifa a 40% sobre o setor “amplia as distorções no comércio e tende a intensificar, no curto prazo, a queda nas exportações”.

A nova ordem executiva assinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na sexta-feira (14) não contempla a exclusão integral das tarifas de 50% impostas sobre os cafés do Brasil, principalmente os cafés especiais.


A nova orientação da Casa Branca retira a taxa recíproca de 10% sobre a importação dos cafés do Brasil, mas mantém os 40% adicionais, que estão em vigência desde agosto deste ano.

A associação lembra que de agosto a outubro (os três meses de vigência do tarifaço), os embarques de cafés especiais do Brasil aos EUA, o principal mercado importador desse produto nacional, caíram cerca de 55%, saindo de 412 mil sacas de 60 kg no mesmo período de 2024 para as atuais 190 mil sacas.


“Diante disso, a BSCA anseia pela aceleração das negociações entre Brasil e EUA, de modo a corrigir as distorções no comércio cafeeiro entre os países, o qual desejamos que tenha seu fluxo normal restabelecido o mais rápido possível, já nas próximas semanas, dada a urgência que o tema demanda”, diz a instituição em nota.

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