Economia BC prevê novos cortes de 0,5 ponto percentual da taxa básica de juros

BC prevê novos cortes de 0,5 ponto percentual da taxa básica de juros

Ata da reunião que derrubou a taxa Selic de 12,25% para 11,75% ao ano observa "progresso desinflacionário relevante", mas prescreve cautela para o retorno do IPCA ao centro da meta

  • Economia | Do R7

BC reduziu a taxa Selic de 12,25% para 11,75% ao ano

BC reduziu a taxa Selic de 12,25% para 11,75% ao ano

Adriano Machado/Reuters - 22.03.2022

O BC (Banco Central) divulgou nesta terça-feira (19) a ata com as motivações que resultaram no quarto corte seguido de 0,5 ponto percentual da taxa básica de juros, de 12,25% para 11,75% ao ano, o menor patamar em quase dois anos.

No documento, os diretores do Copom (Comitê de Política Monetária) projetam novas reduções semelhantes da taxa Selic nos próximos encontros do colegiado. A próxima decisão será anunciada no último dia de janeiro de 2024.

 "Os membros do Comitê concordaram, unanimemente, com a expectativa de cortes de 0,5 ponto percentual nas próximas reuniões e avaliaram que esse é o ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário", diz a ata.

A avaliação leva em conta que a taxa Selic é o principal instrumento da política monetária para determinar a inflação em uma economia. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas opções de investimento pelas famílias.

Clique aqui e receba as notícias do R7 no seu WhatsApp
Compartilhe esta notícia pelo WhatsApp
Compartilhe esta notícia pelo Telegram
Assine a newsletter R7 em Ponto

Diante da sequência de baixa dos juros, o Copom nota que houve "progresso desinflacionário relevante", mas observa que ainda vê com cautela o processo de devolver a inflação para o centro da meta de 3,5%, estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Assim, a ata destaca a necessidade de manter uma política monetária ainda contracionista para atingir o objetivo.

"Ainda há um caminho longo a percorrer para a ancoragem das expectativas e o retorno da inflação à meta, o que exige serenidade e moderação na condução da política monetária. [...] Além disso, a incerteza, em particular no cenário internacional, que tem se mostrado volátil, prescreve cautela", prevê o documento.

Últimas