Banco Central decreta liquidação extrajudicial da Reag em meio a investigações
Empresa foi alvo da Operação Carbono por suspeita de criar fundos de investimento e comprar empresas para blindar patrimônio do PCC
Economia|Do R7, em Brasília
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O Banco Central decretou, nesta quinta-feira (15), a liquidação extrajudicial da Reag Investimentos, empresa alvo da Operação Carbono por suspeita de criar fundos de investimento e comprar empresas para blindar o patrimônio do PCC (Primeiro Comando da Capital).
O R7 entrou em contato com a Reag e o espaço segue aberto para manifestações.
Segundo o BC, a medida foi motivada por “graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional.
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“O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais”, completou a instituição federal.
Por parte do BC, a Reag ainda poderá sofrer punições de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, a depender do resultado das apurações. “Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição”, diz o banco.
Operação Carbono Oculto
Deflagrada em agosto de 2025, a Operação Carbono Oculto é considerada a maior operação já realizada no país contra a atuação do crime organizado no setor de combustíveis.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em oito estados contra um esquema criminoso supostamente controlado pelo PCC.
O Ministério Público de São Paulo estima que mais de R$ 7,6 bilhões tenham sido sonegados e identificou movimentações de cerca de R$ 52 bilhões em postos de combustíveis ligados aos investigados entre 2020 e 2024.
Mais de 350 alvos, incluindo pessoas físicas e jurídicas, são suspeitos de adulteração de combustíveis, crimes ambientais, lavagem de dinheiro e estelionato. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional ingressou com ações cíveis para bloquear mais de R$ 1 bilhão em bens, entre imóveis e veículos.
Segundo os investigadores, o esquema funcionava sofisticadamente, envolvendo diferentes etapas da cadeia de combustíveis e afetando não somente motoristas, mas também empresas regulares do setor.
Entre as empresas citadas na investigação, uma das mais conhecidas são a Reag Investimentos. À época, a empresa informou que estava colaborando integralmente com as autoridades.
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