Economia BC corta juros básicos da economia pela 5ª vez seguida, a 4,25% ao ano

BC corta juros básicos da economia pela 5ª vez seguida, a 4,25% ao ano

Decisão unânime do Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para o menor patamar da história

  • Economia | Do R7

Selic está 10 pontos abaixo do patamar de 2016

Selic está 10 pontos abaixo do patamar de 2016

Divulgação/Banco Central

O Copom (Comitê de Política Monetária), do BC (Banco Central), decidiu nesta quarta-feira (5) pelo quinto corte consecutivo da taxa básica de juros da economia brasileira. O veredito derruba a Selic em 0,25 ponto percentual, para 4,25% ao ano.

O novo patamar da taxa de juros permanece vigente até o dia 18 de março, quando o Copom volta a se reunir para decidir o futuro da Selic.

Somente nos últimos cinco encontros, o BC reduziu a taxa de juros em 2,25 pontos percentuais. Desde agosto de 2016, a taxa básica de juros desabou 10 pontos percentuais. 

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A decisão pela redução da Selic foi novamente unânime entre os membro do Copom. Votaram pelo corte o presidente do BC, Roberto Oliveira Campos Neto, e os diretores Bruno Serra Fernandes, Carolina de Assis Barros, Fábio Kanczuk, Fernanda Feitosa Nechio, João Manoel Pinho de Mello, Maurício Costa de Moura, Otávio Ribeiro Damaso e Paulo Sérgio Neves de Souza.

A redução de 0,25 ponto percentual da Selic atende às expectativas do mercado financeiro. Agora, as projeções apontam que Selic siga no patamar atual até o fim do ano.

Ao justificar o novo corte dos juros, o Copom afirma que os dados de atividade econômica recentes "indicam a continuidade do processo de recuperação gradual da economia brasileira".

"O Comitê entende que essa decisão reflete seu cenário básico e o balanço de riscos para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante para a condução da política monetária", destaca o comunicado divulgado após a reunião.

Para os próximos encontros, o Copom "vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária" iniciada no meio do ano passado. "O Comitê enfatiza que seus próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação, com peso crescente para o ano-calendário de 2021", explica o grupo.

Juros básicos

A Selic é conhecida como taxa básica porque é a mais baixa da economia e funciona como forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. A taxa é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais.

Em linhas gerais, a Selic é taxa que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo para empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.

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A taxa básica também serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, próxima da meta estabelecida pelo governo. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.

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