BC deve ser conservador diante dos impactos da guerra no Oriente Médio, diz especialista
Flutuações no preço do petróleo influenciam economia brasileira em ano eleitoral
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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Os desdobramentos da guerra no Oriente Médio e as dúvidas em relação à duração do conflito mexem com as perspectivas para a economia brasileira. A expectativa mais plausível diante da crise global, argumenta o professor Daniel Vargas, é por uma abordagem conservadora do Banco Central.
Para a próxima reunião do Copom, os economistas estão divididos: há quem acredite que o BC vai manter a taxa Selic em 15% ao ano, e outros que apostam na queda de meio ponto percentual. A inflação e a taxa de juros tendem a ser especialmente impactadas pela disparada no preço do petróleo, que chegou a quase US$ 120 nesta segunda-feira (9).

Em entrevista ao Conexão Record News, o especialista explica que, anteriormente ao choque internacional, existia uma expectativa de queda nas taxas. Agora, o Banco Central precisa agir como “médico” para remediar a inflação — uma “doença da economia” —, e que “o grande instrumento que ele usa, o remédio amargo, são os juros.”
Ele diz que ainda é preciso ver como o mercado vai reagir à crise, mas que existem dois agravantes para a análise brasileira. “A primeira é que a meta do Banco Central é de evitar um aumento da inflação em mais de 3% com a margem de 1,5% ao longo dos últimos 12 meses. E agora nós estamos com o IPCA marcando 4,44%, ou seja, muito próximo da meta no limite”, pontua.
A partir daí, a tendência é que o Banco Central atue de maneira mais conservadora. “Tem sido essa a praxe na gestão Galípolo.” E, ao considerar que a flutuação no combustível também influencia o câmbio, Vargas aponta que, no país, o impacto da guerra é sentido duas vezes, podendo, inclusive, influenciar o resultado das eleições em outubro.
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