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BC pode encontrar dificuldade para explicar por que cortou a taxa de juros, opina economista

Copom faz a terceira reunião do ano nesta quarta (29); analistas do mercado financeiro acreditam na segunda redução seguida da Selic

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Comitê de Política Nacional do Banco Central realiza sua terceira reunião do ano em 29 de novembro.
  • Analistas do mercado esperam uma redução da taxa Selic, atualmente em 14,75%, para 14,5% ao ano.
  • O economista Miguel Daoud destaca a dificuldade do BC em justificar um corte de juros apesar da pressão inflacionária devido ao aumento do petróleo.
  • Daoud menciona a desindustrialização do Brasil e os altos custos de produção atribuídos à taxa de juros elevada.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em meio à guerra no Oriente Médio, que tem pressionado o preço dos combustíveis e a inflação, o Copom (Comitê de Política Nacional) do Banco Central faz a terceira reunião do ano nesta quarta-feira (29). Mesmo com a alta do petróleo, os analistas do mercado financeiro acreditam na segunda redução seguida da taxa básica de juros.

Em março deste ano, a Selic (Sistema Especial De Liquidação E De Custódia) foi reduzida para 14,75% ao ano. Agora, a aposta é que a taxa caia 0,25 ponto percentual, chegando a 14,5% ao ano. Já o Banco Central dos Estados Unidos deve manter a taxa de juros sem alteração, na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, pela terceira vez consecutiva.


Fachada do Banco Central do Brasil com flores amarelas em primeiro plano
Expectativa é que a taxa básica de juros seja reduzida em 0,25 ponto percentual Reprodução/Record News

Em entrevista ao Conexão Record News, o economista Miguel Daoud aponta que há uma possibilidade de redução da taxa básica de juros, uma vez que a expectativa do mercado está exatamente no que é esperado do Banco Central. E o BC trabalha para que o mercado tenha um consenso e fará o corte acontecer, ainda que em um momento difícil.

“O petróleo já chega a US$ 120 (cerca de R$ 600, na cotação atual). É um número absurdo nos últimos tempos. E isso tira toda a expectativa positiva, se é que existe, inflacionária. Porque o mercado ajusta os contratos futuros com expectativas que levam em consideração uma série de dados. Então, vai ser uma decisão muito difícil para o Banco Central. Ele vai ter que virar nos 30, como dizem popularmente, para tentar explicar por que ele cortou a taxa de juros”, opina.


Segundo Daoud, o país está perdendo a capacidade industrial, e não é pela falta de competitividade. “Hoje, tudo que nós vamos produzir no Brasil tem um custo elevado, porque a atividade econômica depende muito do crédito. Ela é o oxigênio da atividade econômica. E se esse oxigênio custa muito caro, como é o caso da taxa Selic, evidentemente que a gente tem um problema muito grave”, pondera.

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