Inflação

Economia BC prevê juros altos por ‘período mais prolongado’ para conter a inflação

BC prevê juros altos por ‘período mais prolongado’ para conter a inflação

Ata com as motivações que levaram a taxa Selic ao maior patamar desde 2016 garante a adoção de uma política contracionista para trazer a inflação de volta para a meta

  • Economia | Do R7

Ao elevar taxa de juros, BC busca segurar o avanço da inflação

Ao elevar taxa de juros, BC busca segurar o avanço da inflação

Edu Garcia/R7 - 20.04.2022

A disparada de preços que mantém a inflação em um patamar de dois dígitos desde setembro do ano passado vai resultar na manutenção da taxa básica de juros em um nível elevado por um "período mais prolongado".

A expectativa foi apresentada nesta terça-feira (21) pela ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que elevou a taxa básica de juros da economia nacional, a Selic, pela 11ª vez consecutiva, a 13,25% ao ano, maior valor desde 2016.

"O Comitê avalia, com base nas projeções utilizadas e seu balanço de riscos, que a estratégia requerida para trazer a inflação projetada em 4% para o redor da meta no horizonte relevante conjuga, de um lado, taxa de juros terminal acima da utilizada no cenário de referência e, de outro, manutenção da taxa de juros em território significativamente contracionista por um período mais prolongado que o utilizado no cenário de referência", diz o documento.

As avaliações levam em conta que a taxa Selic é a principal ferramenta monetária para combater à inflação, atualmente em 11,73% no acumulado dos últimos 12 meses e na casa dos dois dígitos desde setembro do ano passado.

Ao aumentar os juros, o BC encarece o crédito, reduz a disposição para consumir e estimula novas alternativas de investimento pelas famílias e empresas, o que tende a puxar os preços para baixo em uma ação para equilibrar a oferta e a demanda pelos bens e serviços disponíveis na economia.

De acordo com os diretores do Copom, a convergência da inflação de volta para as metas estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), de 3,5% em 2022 e 3,25% em 2023, requer "uma taxa de juros mais contracionista do que o utilizado no cenário de referência por todo o horizonte relevante." 

No documento, o Copom confirma também que o ciclo de alta dos juros não foi encerrado, mas deixam em aberto a magnitude da nova elevação (0,5 ou 0,25 ponto percentual) na próxima reunião do colegiado, marcada para acontecer nos dias 2 e 3 de agosto.

"Dada a persistência dos choques recentes, o Comitê avaliou que somente a perspectiva de manutenção da taxa básica de juros por um período suficientemente longo não asseguraria, neste momento, a convergência da inflação para o redor da meta", diz a ata.

Arte/R7
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