Inflação

Economia BC prevê juros altos por ‘período prolongado’ para combater inflação

BC prevê juros altos por ‘período prolongado’ para combater inflação

Ata com as razões que resultaram na manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano diz que BC não hesitará em retomar o ciclo de ajuste dos juros caso processo de desinflação não ocorra como esperado

  • Economia | Do R7

BC avalia que inflação para as famílias continua elevada

BC avalia que inflação para as famílias continua elevada

Amanda Perobelli/Reuters - 25.8.2021

O BC (Banco Central) divulgou nesta terça-feira (1º) a ata do Copom (Comitê de Política Monetária), documento com as razões que motivaram a manutenção da taxa básica de juros da economia brasileira em 13,75% ao ano, o maior patamar em mais de cinco anos.

De acordo com a autoridade monetária, o ambiente inflacionário continua desafiador e garante que seguirá vigilante ao avaliar se a estratégia de manutenção da taxa básica de juros em um patamar elevado por um período suficientemente prolongado será capaz de assegurar a convergência da inflação para a meta.

"O Comitê reforça que irá perseverar até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas. O Comitê enfatiza que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado", diz a ata.

O documento menciona ainda que o recente ciclo de deflações está concentrado em itens voláteis e afetados por medidas tributárias. Ainda assim, a percepção é de que a inflação para o consumidor continua elevada.

O BC reconhece ainda que a deflação é influenciada pela redução de preços administrados, em função tanto da queda de impostos quanto, em menor medida, das quedas dos preços internacionais de combustíveis. 

A percepção do BC leva em conta a redução das alíquotas do ICMS sobre gasolina e energia elétrica nos estados e o corte do PIS/Cofins sobre a gasolina e o etanol até o fim de 2022. O alívio deve ser sentido pelas famílias até o fim deste ano.

"Os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária, que apresentam maior inércia inflacionária, mantêm-se acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta para a inflação", destaca a ata do Copom.

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