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Benefícios impactam a satisfação de 9 em cada 10 profissionais, aponta pesquisa

Plano de saúde e vale-refeição lideram entre os itens mais valorizados; participação nos lucros e 14º salário têm alta demanda

Economia|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Benefícios oferecidos por empresas têm impacto significativo na satisfação dos profissionais.
  • Plano de saúde e vale-refeição são os mais valorizados pelos trabalhadores.
  • Há discrepâncias entre a valorização de benefícios financeiros, como participação nos lucros e 14º salário, e a sua real oferta.
  • A combinação equilibrada de proteção, reconhecimento financeiro e bem-estar é essencial para engajamento e retenção dos funcionários.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Vale-refeição ou alimentação é o item mais comum, presente em 57% das empresas pesquisadas Fernando Frazão/Agência Brasil - Arquivo

Para 9 em cada 10 empresas brasileiras, os benefícios oferecidos aos funcionários são um fator determinante para a satisfação dos profissionais. É o que revela uma pesquisa da Serasa Experian: na avaliação dos empregadores, 93% da satisfação dos colaboradores está diretamente ligada ao pacote de benefícios.

Segundo o levantamento, planos de saúde, odontológicos e de telemedicina lideram a lista de itens mais valorizados (54%), ao lado do vale-refeição ou alimentação, que registra a mesma porcentagem.


Além de encabeçarem a percepção de valor, esses recursos figuram entre os mais presentes nos pacotes corporativos, sendo oferecidos por 48% e 57% das empresas, respectivamente.

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Apesar disso, a pesquisa indica um descompasso relevante entre valorização e oferta em benefícios ligados à recompensa financeira. Na visão dos empregadores, a PLR (participação nos lucros) é considerada importante por 41% dos profissionais, mas figura em apenas 28% dos pacotes. O 14º salário apresenta lacuna semelhante: é valorizado por 34%, porém oferecido por apenas 12% das empresas.


O mesmo movimento ocorre em relação itens de uso recorrente. Convênios com farmácias, por exemplo, são apontados como relevantes por 20% dos colaboradores, mas ainda têm oferta limitada em comparação aos auxílios tradicionais.

Para o gerente executivo de RH da Serasa Experian, Fernando Moset, o desafio das empresas está menos na criação de novos benefícios e mais na forma como os pacotes são estruturados.


“Os dados mostram que o ‘core’ de benefícios das empresas está bem estabelecido, mas a diferenciação acontece quando há uma combinação mais equilibrada entre proteção, reconhecimento financeiro e bem-estar. Recompensas anuais claras e iniciativas de uso recorrente ajudam a fortalecer o engajamento e a retenção”, observa.

Diferenciais competitivos

A percepção de competitividade dos pacotes está diretamente ligada à variedade e à qualidade dos benefícios. Entre os empregadores que consideram seus pacotes pouco atrativos, 42% apontam a oferta pouco variada como o principal motivo. Outros fatores citados incluem o valor dos descontos (25%) e a impossibilidade de incluir dependentes (20%).


Por outro lado, entre as empresas que avaliam seus pacotes como competitivos, os principais diferenciais mencionados são a qualidade dos serviços (39%), o valor dos descontos (28%), a oferta variada (27%) e a possibilidade de inclusão de dependentes (26%). Esses fatores ganham ainda mais relevância em empresas de médio e grande porte, especialmente aquelas com mais de 500 funcionários.

“A pesquisa reforça que manter benefícios essenciais, como saúde e alimentação, é indispensável, mas não suficiente para gerar diferenciação”, destaca Moset.

“Iniciativas ligadas à educação, qualidade de vida e conveniências do dia a dia, além da inclusão de dependentes, são percebidas pelos empregadores como cada vez mais valorizadas pelos profissionais e ajudam a romper a sensação de padronização dos pacotes”, reforça.

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