Economia Black Friday: comércio eletrônico fatura R$ 2,6 bilhões em 2018

Black Friday: comércio eletrônico fatura R$ 2,6 bilhões em 2018

Mais de 2,4 milhões de consumidores fizeram compras online. Alta foi de 23% em relação a 2017, segundo a Ebit|Nielsen

Comercio eletronico black friday

Funcionários monitoram vendas online de rede de supermercados

Funcionários monitoram vendas online de rede de supermercados

Nilton Moura/GPA 24.11.2018

As vendas no comércio eletrônico foram de R$ 2,6 bilhões na Black Friday 2018, alta de 23% em relação a 2017. Os dados são da Ebit|Nielsen, empresa especializada em informações sobre vendas online no Brasil.

Black Friday: consumidor precisa ter provas para reclamar direitos

O número de pedidos cresceu 13%, para 4,27 milhões, enquanto o tíquete médio expandiu 8% para R$608. O número de consumidores únicos (que fez ao menos uma compra online) cresceu 9% em relação ao ano anterior, para 2,41 milhões.

Desconto falso lidera queixas na Black Friday

O número superou a expectativa. A previsão era de alta de 15% no faturamento para R$ 2,43 bilhões, 3,76 milhões de pedidos (+6,4%).

Saiba quais são as principais queixas durante a Black Friday

De acordo com Ana Szasz,  consultora da Ebit|Nielsen, vários motivos explicam o  sucesso de 2018. O primeiro deles foi o faturamento da quinta-feira (22), de R$608,7 milhões, com mais de 1,18 milhões de pedidos. "A véspera foi acima da expectativa do mercado, o que mostra que o consumidor já entendeu que a quinta-feira à noite já é Black Friday”.

"Black Friday" atrai consumidores e lota lojas

Entre as categorias que se destacaram, estão perfumaria e cosméticos, que ano passado ainda era muito dependente da venda de perfumes, e outros grupos de produtos como cuidados com o cabelo, cuidados com o corpo, desodorantes e dermocosméticos, que vêm ganhando também importância no e-commerce.

Saiba quais são e fuja das armadilhas da Black Friday

A sexta-feira (23), por sua vez, foi dominada pelos produtos de tíquete médio mais elevado, como Smartphones, itens de linha branca e TVs. Segundo Ana Szasz, o diferencial desta vez é que o ritmo de vendas foi constante durante o dia, e  aumentou consideravelmente a noite quando comparado com o ano anterior. "A marca da Black Friday do ano passado foi superada por volta das 17h.

O consumidor aproveitou a volta do trabalho a noite também para fazer compras, o que resultou em aumento de 40% nas vendas, quando comparado ao mesmo período do ano passado", disse.

O crescimento foi muito impulsionado também pela confiança dos consumidores na Black Friday que vem aumentando a cada ano. Levantamento realizado antes da chegada da data já havia indicado que o índice de pessoas que não acreditavam na veracidade dos descontos diminuiu de 38% em 2017 para 35% em 2018.

Além disso, o mobile também teve um papel importante para a conversão em compras com advento forte das redes sociais que deram ao consumidor mais conhecimento das promoções de diversos varejistas em tempo real.

Como já é tradição, os varejistas que continuam com produtos em estoque devem dar prosseguimento as promoções de Black Friday prolongada durante o final de semana. Na segunda-feira (26), acontece a Cyber Monday, data promocional voltada principalmente para produtos eletrônicos e de informática.

As vendas computadas pela Ebit|Nielsen são de produtos novos e realizadas através do e-commerce. Não estão inclusas passagens aéreas, serviços de entrega ou transporte, nem venda de veículos.