Economia Bolsa cai 0,58% influenciada por mercado americano e chinês

Bolsa cai 0,58% influenciada por mercado americano e chinês

Mesmo com a forte escolta das blue chips Vale e Petrobras, o Ibovespa não conseguiu sustentar força das primeiras horas do dia

Reuters
Bolsa chegou a 112.180 pontos nesta segunda-feira

Bolsa chegou a 112.180 pontos nesta segunda-feira

Paulo Whitaker/Reuters

A influência negativa das bolsas de Nova York e os renovados temores de crise no mercado imobiliário chinês prevaleceram no Ibovespa, que fechou no vermelho nesta segunda-feira (11), ofuscando os ganhos das ações de empresas de commodities.

Mesmo com a forte escolta das blue chips Vale e Petrobras, o Ibovespa não conseguiu sustentar a força das primeiras horas da sessão e teve queda de 0,58%, aos 112.180,48 pontos.

Enquanto isso, o dólar começou a semana em alta e renovando máximas em quase seis meses, firmemente acima de R$ 5,50, conforme o clima mais arisco no exterior respaldou compras defensivas antes do feriado que fechará os mercados financeiros no Brasil na terça-feira.

O dólar à vista subiu 0,42% nesta segunda-feira, a R$ 5,5384. É o maior valor para um encerramento desde 20 de abril passado, quando a moeda fechou a 5,5486 reais.

O dólar terminou bem perto da máxima do dia, de R$ 5,5404 (+0,45%). Na mínima, atingida ainda pela manhã, a cotação desceu a R$ 5,4924s (-0,42%).

Giro financeiro

O giro financeiro do dia, espremido entre o final de semana e um feriado nacional, somou apenas 27,7 bilhões de reais, também refletindo o movimento mais moderado em Wall Street devido ao Columbus Day, feriado bancário nos Estados Unidos.

A China, que pela manhã enviou ventos positivos, com a escalada do minério de ferro impulsionando ações domésticas ligadas ao setor, voltou a assustar após a Evergrande se aproximar de um novo calote e as rivais Modern Land e Sinic também atrasarem pagamentos a investidores.

Enquanto isso, as bolsas dos EUA perderam fôlego com agentes preferindo se proteger de possíveis surpresas negativas da temporada de balanços do terceiro trimestre, que começa nesta semana com JPMorgan, Bank of America, Morgan Stanley e Citigroup e Goldman Sachs.

Essa influência setorial contaminou ações domésticas de bancos, empresas de pagamentos e da operadora de infraestrutura de mercado B3, movimento percebido pelo índice financeiro IFNC, que teve baixa de 2,6%.

No plano doméstico, a pesquisa semanal do Banco Central com economistas trouxe outra rodada de piora das projeções para inflação e juros, o que Rafael Ribeiro, analista da Clear, classificou como "mais um Boletim Focus desanimador".

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