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Bolsa tem 4º alta mensal seguida e fecha julho perto dos 103 mil pontos

Ibovespa fechou o último pregão do mês com baixa de 2%, mas acumulou ganho de 0,52% na semana e de 8,27% no acumulado de julho

Economia|Do R7

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Apesar das perdas nesta sexta-feira, o Ibovespa acumulou mais um mês positivo, que teve como destaque novamente a participação de pessoas físicas na bolsa, além de nova safra de ofertas de ações, em meio a noticiário misto sobre a pandemia do novo coronavírus e a recuperação das economias globais.

O Ibovespa fechou a sessão desta sexta-feira em queda de 2%, a 102.912,24 pontos, mas contabilizando um acréscimo de 0,52% na semana e de 8,27% no mês, enquanto, no ano, ainda tem declínio de 11,01%. O volume financeiro na bolsa nesta sexta-feira somou 34,69 bilhões de reais.

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Agentes financeiros, contudo, já se questionam sobre a capacidade de mais ganhos expressivos do Ibovespa à frente sem novos catalisadores, embora o cenário de juros extremamente baixos no país continue sendo um relevante patrocinador da migração de recursos para as ações.

Com a Selic a 2,25% ao ano e chance de recuar ainda mais na próxima semana, a participação das pessoas físicas na Bovespa alcançava 27% no último dia 29 de julho, ante 24,2% no final de junho, ocupando espaço de institucionais e estrangeiros, que tiveram suas fatias reduzidas a 23,8% e 44,4%, respectivamente.

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Do lado da pandemia, o crescimento de casos nos Estados Unidos e Europa, principalmente, preocupa, mas sem sinais de nova rodada agressiva de lockdowns esse receio acaba sendo contrabalançado pelo avanço no desenvolvimento de vacinas contra o coronavírus ao redor do mundo.

O começo da temporada de balanços no Brasil também corroborou o pensamento daqueles que acreditam em potenciais surpresas positivas diante de expectativas já tão pessimistas para os resultados da companhias brasileiras no momento mais agudo da crise desencadeada pelo coronavírus.

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Do grupo que faz parte do Ibovespa, Weg abriu o calendário, com números fortes, assegurando a liderança entre os papéis do índice com melhor desempenho no acumulado do ano e do mês. Na sequência, porém, demonstrações de empresas como Petrobras, Bradesco, Vale, Cielo refletiram mais os efeitos da crise.

No exterior, os resultados de empresas na Europa e Estados Unidos também têm mostrado sinais mesclados e revisões nas perspectivas do ano, enquanto dados recentes sobre a economia norte-americana têm preocupado sobre o risco de uma desaceleração no ritmo de retomada da maior economia do mundo.

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A União Europeia fechou acordo para mais estímulos e o Federal Reserve, por sua vez, reiterou que continuará fazendo o que estiver ao seu alcance. Nos EUA, as atenções estão voltadas para negociações no Congresso para mais estímulos, com parte das medidas de combate à crise expirando nesta semana.

Para o analista gráfico da Clear Corretor Fernando Góes, o Ibovespa ficará um pouco "lateralizado", com chance de chegar aos 107 mil, mas oscilando entre este patamar e os 102 mil pontos, com rotação de posições entre setores.

Destaques

- WEG acumulou no mês elevação de 33,33%, em movimento reforçado após o resultado do segundo trimestre, que a companhia atravessou com alta de mais de 30% no lucro e prometendo entregar neste ano uma rentabilidade sobre capital investido "saudável". No ano, a alta dos papéis alcança 95,68%.

- COGNA contabilizou em julho elevação de 25,26%, em boa parte refletindo expectativa atrelada ao IPO da subsidiária de educação Vasta, uma vez que parte dos recursos da oferta será usada para pagamento de dívida à companhia. Precificada na véspera, a oferta levantou US$ 405,9 milhões. Nesta sexta-feira, porém, Cogna caiu 12,47%.

- LOCALIZA valorizou-se 24,47%, com boa parte desse movimento acontecendo no final do mês, após a companhia dizer que todos os segmentos atendidos estão mostrando algum crescimento no início deste trimestre e que poderá ter uma recuperação gradual na margem de lucro até setembro.

- IRB BRASIL RE recuou 21,60%, sem refresco na pressão de baixa, com agentes financeiros ainda melindrados com a resseguradora por causa das revisões de seus resultados anteriores em razão de fraude contábil e tendo no radar aumento de capital via subscrição privada anunciado recentemente.

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