Brasil deixa lista dos 25 melhores países para investir após 21 anos
Nos últimos três anos, o Brasil já vinha caindo no ranking. Em 2010 e 2014, o país figurou entre os cinco primeiros colocados da pesquisa
Economia|Do R7

Pela primeira vez em 21 anos, o Brasil ficou de fora da lista dos 25 melhores países para investir feita pela consultoria empresarial norte-americana A.T. Kearney.
O Brasil figurava no ranking desde 1998, quando o levantamento que segue a opinião de investidores estrangeiros começou a ser elaborado. A posição brasileira em 2019 não foi divulgada.
O índice é calculado com base em uma pesquisa feita com 500 executivos seniores das principais corporações do mundo sobre a probabilidade de as empresas entrevistadas investirem diretamente naquele determinado país nos próximos três anos.
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Nos últimos três anos, o Brasil já vinha caindo no ranking, ocupando as posições 12ª, 16ª e 25ª — o último lugar entre os escolhidos —, entre 2016, 2017 e 2018, respectivamente. Em 2010 e 2014, o País figurou entre os cinco primeiros colocados da lista.
Com a ausência brasileira, os número de países emergentes que figuram a lista caiu para três: China (7ª), Índia (16ª) e México (25ª). Os cinco primeiros colocados são Estados Unidos, Alemanha Canadá, Reino Unido e França.
Otimismo em 2018
Em 2018, a A.T. Kearney destacava, com otimismo, o impeachment da "ex-presidente de esquerda" Dilma Rousseff (PT), que abriu caminho para "um sucessor mais favorável aos negócios", o ex-presidente Michel Temer (MDB).
"Ele [Temer] aprovou uma lei que limita futuros aumentos nos gastos governamentais, começou a lidar com a reforma previdenciária e planeja aprovar reformas nas leis trabalhistas, tributárias e educacionais até 2018", afirmaram.
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"Os investidores nos dizem que permanecem relativamente pessimistas em relação às suas perspectivas econômicas [com o Brasil]. Provavelmente como resultado desses problemas macroeconômicos, os fluxos de IED para o Brasil caíram de US$ 65 bilhões em 2015 para US$ 50 bilhões em 2016", diz trecho do estudo daquele ano.
No relatório deste ano, o Brasil não é citado. A consultoria faz considerações apenas sobre os 25 países listados no ranking.














