BRB entrega ao Banco Central plano para reforçar capital após perdas com o Master
Medidas são preventivas e só serão executadas após conclusão das investigações sobre operações com o Banco Master
Economia|Do R7, com Estadão Conteúdo
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O BRB (Banco Regional de Brasília) entregou ao Banco Central nesta sexta-feira (6) um plano preventivo de recomposição de capital que pode prever um reforço mínimo de R$ 5 bilhões no caixa da instituição. As medidas só serão implementadas caso seja comprovada a necessidade de aporte financeiro.
A exigência do Banco Central surgiu após operações realizadas pelo BRB com o Banco Master entre 2024 e 2025, consideradas de alto risco por órgãos de controle. No ano passado, o BC vetou a venda do Master ao BRB após constatar irregularidades na negociação entre as instituições.
No centro das apurações estão cerca de R$ 12 bilhões usados pelo BRB para a compra de carteiras de crédito do Banco Master. Investigações indicam que esses ativos tinham baixa qualidade, não contavam com garantias financeiras adequadas e, em alguns casos, sequer pertenciam ao banco no momento da venda.
Em nota, o BRB confirmou a entrega do documento, mas não detalhou quais medidas estão previstas no plano. Segundo o banco, trata-se de ações preventivas de fortalecimento de capital, com prazo de até 180 dias para eventual execução, condicionadas à conclusão das investigações em andamento. Os valores envolvidos, acrescentou a instituição, só serão definidos após esse processo.
“Elaborado para garantir a sustentabilidade da instituição, o plano fortalece o capital institucional e assegura a estabilidade das operações. O Banco reafirma seu compromisso com a transparência, com a proteção de clientes, investidores e parceiros, e com a adoção de todas as medidas necessárias para preservar a integridade e a continuidade de suas atividades”, informou o BRB.
O documento foi apresentado pelo presidente do BRB, Nelson de Souza, ao diretor de Regulação do Banco Central, Gilneu Vivan, que também responde interinamente pela Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução. O secretário de Economia do Distrito Federal, Daniel Izaias, também participou do encontro.
O BC exigiu o plano para evitar problemas de liquidez e preservar a confiança no banco público, controlado pelo Governo do Distrito Federal.
Para recompor o caixa
O plano exigido pelo BC prevê diferentes alternativas para reforçar o capital do BRB.
Entre as opções avaliadas estão: aporte direto do Tesouro do Distrito Federal e de acionistas minoritários, criação de um fundo com imóveis do governo local, empréstimo junto ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos), repasse de ações de estatais e até crédito obtido com um consórcio de bancos.
Paralelamente, o BRB iniciou um processo amplo de venda de ativos para reforçar o caixa. A instituição decidiu se desfazer de toda a carteira adquirida do Banco Master, avaliada em R$ 21,9 bilhões, incluindo créditos de atacado, pessoas físicas e fundos.
Em nota, o banco informou ter liquidado ou substituído cerca de R$ 10 bilhões dos R$ 12 bilhões pagos em carteiras suspeitas. Também relatou ao Banco Central que a auditoria externa identificou “achados relevantes” na análise preliminar das operações.
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