BRB tem até hoje para explicar como vai tapar rombo de R$ 5 bi após negócios com Master
Banco de Brasília precisa apresentar plano ao BC, após compras de créditos problemáticos ligadas ao antigo controlador do Master
Economia|Do R7
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O BRB tem até esta sexta-feira (6) para entregar ao Banco Central um plano detalhado com medidas para reforçar o próprio caixa em pelo menos R$ 5 bilhões.
A exigência surgiu após operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025, consideradas de alto risco pelos órgãos de controle.
A determinação do BC busca evitar problemas de liquidez e preservar a confiança no banco público, controlado pelo Governo do Distrito Federal. Caso o plano receba aval, a execução precisa ocorrer em até seis meses.
No centro do problema estão cerca de R$ 12 bilhões usados pelo BRB para comprar carteiras de crédito do Banco Master.
As apurações indicam que esses ativos tinham baixa qualidade, não contavam com garantias financeiras adequadas e, em alguns casos, sequer pertenciam ao Master no momento da venda.
Segundo investigações, as mesmas carteiras haviam sido adquiridas anteriormente pelo Master de outra instituição por menos da metade do valor pago depois pelo BRB.
Além disso, o banco ligado ao empresário Daniel Vorcaro não teria concluído o pagamento da compra original, embora tenha recebido o dinheiro à vista na revenda ao banco brasiliense. Essas inconsistências enfraqueceram o balanço patrimonial do BRB.
Pressão do Banco Central e da PF
No início de janeiro, o Banco Central determinou que o BRB separasse R$ 2,6 bilhões do próprio caixa como provisão para cobrir possíveis perdas. O caso também entrou no radar da Polícia Federal, dentro da Operação Compliance Zero.
Em depoimento à PF, o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, afirmou que o prejuízo pode chegar a R$ 5 bilhões, embora o valor final dependa do resultado de uma auditoria externa contratada pela atual gestão do banco.
Para recompor o caixa
O plano exigido pelo BC prevê diferentes alternativas para reforçar o capital do BRB.
Entre as opções avaliadas estão aporte direto do Tesouro do Distrito Federal e de acionistas minoritários, criação de um fundo com imóveis do governo local, empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), repasse de ações de estatais e até crédito obtido com um consórcio de bancos.
Paralelamente, o BRB iniciou um processo amplo de venda de ativos para reforçar o caixa. A instituição decidiu se desfazer de toda a carteira adquirida do Banco Master, avaliada em R$ 21,9 bilhões, incluindo créditos de atacado, pessoas físicas e fundos.
Em nota, o banco informou ter liquidado ou substituído cerca de R$ 10 bilhões dos R$ 12 bilhões pagos em carteiras suspeitas. Também relatou ao Banco Central que a auditoria externa identificou “achados relevantes” na análise preliminar das operações.
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