Caso Master: BC decreta liquidação do Banco Pleno e Pleno DTVM
Decisão foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição
Economia|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília
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O BC (Banco Central) decretou nesta quarta-feira (18) a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e da Pleno Distribuidora Títulos e Valores Mobiliário S.A. As instituições, consideradas de pequeno porte, apesar de relacionadas, não fazem mais parte do conglomerado Master, investigado por fraude.
O Banco Pleno está enquadrado no segmento S4 da regulação prudencial, ou seja, possui um porte inferior a 0,1% do PIB e maior simplificação nos requisitos prudenciais.
Em nota, a FGC (Fundo Garantidor de Crédito) informou que tem uma base estimada de 160 mil credores com depósitos elegíveis ao pagamento da garantia, que somam R$ 4,9 bilhões.
“Os pagamentos serão efetuados conforme Regulamento do FGC e a partir dos dados e valores indicados pelo Liquidante (responsável legal indicado pelo Banco Central). Todos os créditos enquadrados no Regulamento do FGC terão o processo de pagamento iniciado tão logo o levantamento dos dados dos credores seja concluído e disponibilizado”, completou.
A autoridade monetária informou que a liquidação foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez. Além disso, o Banco Pleno teria infringido as normas que “disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil”.
Em comunicado, a instituição afirmou que houve o encerramento das operações e que as comunicações com credores serão realizadas via página eletrônica. “Reiteramos nosso compromisso com a agilidade e transparência neste processo”, diz o texto.
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O conglomerado Pleno tem como dono Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master. No fim de janeiro, o banqueiro estava entre os confirmados para prestar depoimento à Polícia Federal, mas teve a oitiva cancelada.
A medida foi tomada após as defesas avisarem que os investigados ficariam em silêncio, pois não tiveram acesso aos autos. A reportagem contactou a defesa do empresário e o espaço segue aberto para manifestações.
Em uma das operações da PF, foram encontradas ao menos R$ 1,6 milhão em espécie, centenas de garrafas de vinhos caros. Um chateau Petrus 2006, estimado em 4,5 mil de euros, o que equivale à cerca de R$ 28 mil.
O conglomerado detém 0,04% do ativo total e 0,05% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Segundo o BC, medidas cabíveis continuarão sendo adotadas para apurar as responsabilidades na competência legal. Dependendo do resultado das apurações, medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes poderão ser aplicadas.
“Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos administradores da instituição objeto da liquidação decretada”, informou.
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