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Caso Master: ‘Fundo Garantidor não é para você correr risco diante de taxas absurdas’, alerta economista

FGC iniciou o ressarcimento de clientes que possuíam investimentos de até R$ 250 mil na instituição

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O FGC iniciou pagamentos a investidores do Banco Master após sua liquidação pelo Banco Central.
  • Os ressarcimentos são para clientes com investimentos de até R$ 250 mil, baseados no valor da liquidação.
  • O economista Miguel Daoud alerta sobre o uso imprudente do FGC para investimentos de alto risco.
  • Ele reforça que o fundo deve ser visto como uma segurança e não um incentivo para correr riscos excessivos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O FGC (Fundo Garantidor de Crédito) iniciou, nesta segunda-feira (19), o processo de pagamento para investidores que tinham algum valor no Banco Master dois meses após da liquidação da instituição pelo Banco Central. A medida irá ressarcir os clientes que haviam aplicado até R$ 250 mil no Master, com o valor equivalente ao dia da liquidação do banco, em 18 de novembro.

O economista Miguel Daoud explica que a demora para a liberação dos pagamentos se deu pela “confusão” dos esquemas realizados pelo banco de Daniel Vorcaro, que criava diversos fundos de investimento dentro de outros para dificultar a detecção de uma possível fraude. Dessa forma, a dificuldade de acesso aos dados atrasou o processo de localização de todos os credores reais.


Economista explica que diversos fundos usados para fraudes atrasaram o pagamento do FGC Reprodução/Record News

Em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (19), Daoud ainda acalma a população que possui dúvidas sobre a origem dos valores pagos. O dinheiro usado pelo FGC para o pagamento não sai dos contribuintes, mas sim de um fundo pago por todos os bancos para garantir segurança aos correntistas e investidores em casos de liquidação por falências, por exemplo.

No entanto, ele evidencia que muitos dos clientes se aproveitaram da garantia do órgão para fazer os investimentos no Master — que possuía taxas de retorno mais altas do que as vistas em outras instituições. Na visão do economista, a prática é perigosa, uma vez que deturpa o real propósito do fundo, principalmente pelo fator de risco atrelado.


“O Fundo Garantidor não é para isso, não é para você correr risco diante de taxas absurdas que surgem no mercado, porque investir você tem que mais controlar a sua ganância, a sua cabeça aqui, né? Você começa a imaginar que você vai ficar rico da noite pro dia, não é assim. Controle a ganância, o investimento tem que ser seguro, de longo prazo e bem pragmático no sentido que você definir”, comenta.

“Então boa parte dessas pessoas, elas investiram sabendo que uma taxa alta poderia o banco não cumprir, mas eles tinham a garantia do FGC”, finaliza.

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