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Caso Master: ‘Mercado financeiro está sofrendo com todos esses escândalos’, diz economista

Com rombo causado por fraudes no Banco Master, FGC pode ter de recorrer à captação de recursos adicionais para recuperar o caixa

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • FGC enfrenta pressão financeira devido a ressarcimentos de R$ 58 bilhões aos investidores do Banco Master.
  • Economista alerta para a indefinição de pagamentos a clientes com investimentos acima de R$ 250 mil, não cobertos pelo FGC.
  • Proposta de aumento do limite de cobertura do FGC para R$ 1 milhão por CPF não avançou na Câmara dos Deputados.
  • Discussões sobre rendimentos e correção da inflação durante o período de liquidação geram preocupação no mercado financeiro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Com os recentes ressarcimentos de investidores afetados pelo Banco Master e outras instituições ligadas ao escândalo com o empresário Daniel Vorcaro, o FGC (Fundo Garantidor de Créditos), responsável pelos pagamentos, pode sofrer pressão sobre o caixa. Até o momento, o fundo já desembolsou cerca de R$ 58 bilhões para cobrir as indenizações pela liquidação do Master.

O montante utilizado em um curto período de tempo gera um temor de que seja necessária a captação de recursos adicionais junto aos bancos — o que pode gerar abalos de credibilidade no longo prazo. Apesar dos receios, especialistas consideram pequena a possibilidade de um colapso desordenado do FGC.


Banco Master com o logo em azul em branco ao centro do prédio, com colunas gregas e luzes amarelas. Em frente ao prédio estão grades fechando o banco.
Crise do Master acendeu alerta sobre a necessidade de maior fiscalização do Banco Central Reprodução/Record News

Em entrevista ao Alerta Brasil desta quinta-feira (19), o economista Hugo Garbe explica que, além dos cerca de R$ 60 bilhões previstos em ressarcimento, outro ponto de preocupação são os clientes que tinham mais de R$ 250 mil investidos, que é o limite de cobertura do FGC.

“Se um indivíduo tem um valor superior a esse aplicado no Banco Master, por exemplo, que sofreu a liquidação do Banco Central, vai receber só até o teto e por CPF também. Se ele tiver R$ 250 mil aplicado em mais de um banco que teve liquidação, vai receber também somente o teto”, alerta.


Garbe ressalta que tais valores além do limite ficam em uma indefinição de pagamento futuro, uma vez que dependem da finalização do processo de liquidação do Master para uma resposta, gerando uma espécie de ansiedade no mercado financeiro.

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A tensão imposta pela crise instaurada pelo Master acendeu um alerta sobre a necessidade de maior fiscalização do Banco Central em relação às demais instituições bancárias no Brasil.


“Recentemente, teve um deputado que colocou em pauta, inclusive, o aumento do limite coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos para R$ 1 milhão por CPF. Esse pedido não prosperou, não seguiu para a votação, mas tudo isso fica bastante nebuloso porque o mercado financeiro brasileiro realmente está sofrendo com todos esses escândalos”, comenta.

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