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Chuvas devem garantir produção de etanol e menor preço do combustível nas bombas

Segundo a Conab, previsão é de que estoques do álcool e do açúcar se regularizem por causa da melhora das condições climáticas nas plantações de cana do Centro-Sul do país

Economia|Marcos Rogério Lopes, do R7

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Colheitas de cana devem ser melhores em 2022
Colheitas de cana devem ser melhores em 2022 Pixabay

As chuvas dos últimos meses podem ter impacto positivo no bolso dos motoristas do país durante o ano inteiro. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) acredita que, ao contrário do que ocorreu em 2021, a colheita de cana-de-açúcar deve voltar aos patamares pré-pandemia, elevando assim a produção de etanol no país.

"O mercado está otimista em relação à recuperação da produção de açúcar e etanol na safra 2022/23, que se inicia oficialmente em abril deste ano", diz o órgão, citando que houve "chuvas abundantes" desde outubro de 2021 no Centro-Sul do Brasil para justificar a previsão.


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Em 2020, com o início da pandemia de Covid-19 e a consequente redução dos deslocamentos, o consumo de todos os combustíveis despencou no país e no mundo. Os produtores de cana-de-açúcar aproveitaram essa baixa na procura para destinar parte da colheita que era usada no etanol para o açúcar, commoditie que estava valorizada no mercado internacional.

Dois detalhes ajudaram a impulsionar esse direcionamento para o açúcar. Primeiramente, países produtores como Índia e Tailândia estavam com baixos estoques. Outro ponto era que o real desvalorizado frente ao dólar favorecia o comércio exterior.


Segundo acompanhamento da Unica (Associação Brasileira da Indústria da Cana-de-Açúcar), a quantidade de açúcar exportado pelo Brasil em 2019 foi de 17,9 milhões de toneladas. Em 2020, 30,6 milhões.

Em 2021, secas reduziram produção

Em 2021 o segmento nacional de cana-de-açúcar adicionou ao quadro um novo problema: as secas. A falta de chuvas nas plantações brasileiras reduziu a colheita, limitando não só a entrega de lotes de açúcar quanto a de etanol.


De 2020 para 2021 caiu de 30,6 milhões de toneladas para 27,3 milhões o volume exportado de açúcar.

Paralelamente, a menor quantidade de etanol nos postos de gasolina fez o valor do produto disparar mais de 50%. Com isso, o combustível deixou de ser vantajoso em relação à gasolina, que, apesar de também ter subido mais de 40% no ano passado, valia mais a pena aos donos de carros flex (que permitem as duas opções).


A Conab acredita que em 2022 o alto preço do petróleo no mercado internacional dever servir de estímulo à produção do biocombustível internamente, afinal a gasolina vai continuar cara.

A companhia esclarece que não houve em 2021 uma nova migração da produção para as usinas de açúcar, apesar de a commoditie continuar valorizada. 

"A queda da produção de cana-de-açúcar limitou tanto a produção de açúcar quanto a de etanol na safra 2021/22, no entanto o percentual de matéria-prima destinada ao açúcar caiu de 45,9% para 45,5% entre as safras 2020/21 e 2021/22, enquanto o destinado ao etanol passou de 54,1% para 54,5% no mesmo período", afirmou o órgão.

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